Identidade Aumentada

2 03 2010

Duas empresas suécas (Polar Rose e TAT) prometem lançar uma ferramenta muito interessante de Identidade Aumentada. A ideia é bem simples, um software de reconhecimento de face que possa ser integrado com redes sociais.  Em relação a questão de privacidade, as empresas responsáveis afirmam que o software terá um mecânismo de controle que permitirá acesso aos dados somente dos usuários que habilitarem essa opção.







Filé Mignon ao molho Marchand du Vin e Gelato de Matcha (Chá Verde)

28 02 2010

Compartilho neste post as receitas que preparei nesse fim de semana. Há muito tempo eu estava com vontade de preparar esses dois pratos: Filé Mignon ao molho Marchand du Vin (Brócolis de acompanhamento) e o gelato de Matcha (Chá Verde).

O molho Marchand du Vin leva bastante tempo para ficar pronto, pois deriva de outros três molhos. Primeiro, você deve preparar um fundo escuro de carne, em seguida o molho espanhol para então preparar o molho demi-glace, que é a base para o Marchand du Vin. Mas o sabor alcançado vale a pena cada minuto gasto durante a preparação.

Obs: As receitas dos molhos foram baseadas no livro Técnicas Básicas de Gastronomia que eu recebi durante o meu curso no SENAC.

Filé Mignon ao Molho Marchand du Vin

Molho Espanhol

Ingredientes

- 100g de Mirepoix

- 1 colher de chá de extrato de tomate

- 1 litro de fundo escuro de carne

- 110g de Roux marrom (espessante preparado da seguinte forma: em uma frigideira derreta 55g de manteiga e adicione 55g de farinha de trigo. Cozinhe até obter uma coloração marron).

Modo de Preparo

- Leve ao fogo, em uma panela funda, o mirepoix e o extrato de tomate. Cozinhe por alguns minutos.

- Acrescente o fundo escuro e aqueça até ferver.

- Adicione e misture rapidamente (e vigorosamente) o roux.

- Cozinhe em fogo baixo por 30 minutos.

- Coe a preparação com um chinois (ou um coador).

Molho Demi-glace

Ingredientes

- 500 ml de fundo escuro de carne.

- 500 ml de molho espanhol (preparado acima).

Modo de preparo

- Em uma panela, junte o fundo e o molho espanhol.

- Deixe ferver até reduzir à metade.

- Coe com um chinois (ou coador).

Molho Marchand du Vin

Ingredientes

- 1 colher de sopa de manteiga clarificada.

- 60g de cebola em brunoise.

- 250ml de vinho tinto seco.

- 500ml de molho Demi-glace.

- 1 Bouquet garni.

- Sal Q.B.

- Pimenta-do-reino Q.B.

Modo de preparo

- Refogue a cebola com a manteiga.

- Acrescente 1/3 do vinho e deixe reduzir a seco. Repita a operação com o restante do vinho.

- Junte o demi-glace e o bouquet garni, cozinhe por 10 minutos e coe.

- Acerte o sal e a pimenta.

Montagem do prato

- Corte o filé mignon em medalhões.

- Tempere apenas com sal e pimenta-do-reino dos dois lados.

- Frite em uma frigideira (ou chapa) com um pouco de azeite.

Dica: coloque o medalhão na frigideira com o azeite quente. Só vire quando começar a sair sangue no lado que está para cima. Evite apertar e espetar a carne durante a fritura.

- Em um prato, posicione os medalhões e jogue por cima o molho Marchand du Vin. Sirva brócolis como acompanhamento.

Foto: Diogo Cortiz

Gelato de Matcha (Chá Verde)

Ingredientes

- 200g de Creme de Leite

- 2 xícaras de leite.

- 5 gemas de ovo.

- 1/2 xícara de açúcar.

- 170g de chocolate branco.

- 50g de chocolate meio amargo.

- 5 colheres de chá de Matcha (pó do chá verde).

- 1 colher de chá de liga neutra.

- 1 colher de chá de emulsificante.

Modo de preparo

- Misture as gemas com o açúcar.

- Leve ao fogo, em uma leiteira, o creme de leite, o leite e a mistura das gemas com o açúcar.

- Cozinhe em fogo baixo por aproximadamente 10 minutos.

- Adicione o pó do chá verde e deixe em infusão por aproximadamente 5 minutos.

- Coe em um coador bem fino.

- Aqueça novamente a mistura em uma leiteira e adicione o chocolate branco picado.

- Misture rigorosamente até que o chocolate esteja totalmente derretido e incorporado na mistura.

- Deixe esfriar.

- Adicione o emulsificante e a liga neutra.

- Bata no liquidificado.

- Deixe descansar por 2 horas.

- Coloque a mistura para ser feita em uma sorveteira (ice cream maker). Eu utilizo a sorveteira da Cuisinart.

- Derreta o chocolate meio amargo e adicione por cima do sorvete.

Foto: Diogo Cortiz





Receita de Capuccino Gelado

28 02 2010

Uma receita bem interessante para quem gosta de café, especialmente durante o verão brasileiro. Experimentei no mês passado durante o evento Campus Party Brasil.

Muitas das receitas sugerem a adição de sorvete na preparação. Eu testei duas receitas, uma com e outra sem sorvete, fiquei com a segunda opção.

Uma preparação simples, rápida e elegante para servir para os seus convidados.

Ingredientes

- 5 colheres de chá de mistua de capuccino.

- 300 ml de leite gelado

- Açúcar Q.B

Para quem quiser fazer sua própria mistura de capuccino:

- Misture 2 colheres de chá de café instantâneo, 1 colher de chocolate em pó e 1 colher de chá de leite em pó.

Método de preparo

- Bata a mistura de capuccino, o leite gelado e o açúcar no liquidificador. Sirva em seguida.

Foto: Diogo Cortiz





Grid Computing – Inciativa brasileira e inovadora

23 01 2010

Até o momento, praticamente todos os ambientes de Grid Computing são focados em pesquisas científicas. Porém, vamos lançar um novo projeto de Grid para o tratamento de dados de transparência pública na Campus Party 2010. A ideia é constituir um ambiente compartilhado e colaborativo para o processamento de aplicações que fomentam a idéia de Governo Aberto.

O nome do projeto é Grid Público (www.gridpublico.org) e a infraestrutura é principalmente baseada em Computação Voluntária, tornando esse ambiente computacional realmente “público”. Esse projeto também apresenta um diferencial, pois na maioria das iniciativas de Grid Computing na Internet, os usuários geralmente colaboram cedendo a capacidade ociosa de suas máquinas, mas são impossibilitados de usufruir do ambiente. Já no Grid Público, qualquer usuário que colaborar com a infraestrutura, também poderá submeter aplicações para o tratamento de dados públicos, exaltando o que podemos chamar de Computação Voluntária Participativa.

Mais informações sobre o projeto em www.gridpublico.org





Moeda e Inflação

10 01 2010

Afinal, o que é moeda? Esse elemento econômico está tão presente nas nossas vidas que dificilmente paramos para pensar sobre a sua história e sobre a sua definição. Porém, é ela a responsável por vários aspectos de funcionamento de uma economia, servindo como a intermediação na troca entre mecadorias na sociedade atual. Mas nem sempre foi assim, antigamente havia a chamada economia de escambo, ou seja, uma economia baseada na troca pura, onde não havia moeda, e os agentes tinha que negociar trocas de produtos diretamente entre eles. Porém, a medida que crescia o número de agentes nessa economia, mais complexo tornava-se o modelo de troca.

Um exemplo pode deixar mais claro o cenário de uma economia de escambo: Podemos pensar em uma economia com os agentes A, B, que produzem respectivamente os produtos a e b. Se A necessita do produto b, ele poderá negociar diretamente com B a troca do produto a por b. Porém, o agente B precisa demonstrar interesse pelo produto a, pois caso contrário, a troca pode não ser efetivada. Complicando um pouco mais ainda, pode-se adicionar o agente C responsável por produzir o produto c. Agora, a economia é composta pelos agentes A, B, e C, que produzem a, b e c. Caso o agente A queira trocar o seu produto por c, mas C só necessite do produto b, então A deve negociar com B a troca do produto a por b, para posteriormente efetivar a troca com C.

É notório, com base no exemplo acima, que a ausência da moeda pode ser um obstáculo para o desenvolvimento da economia, além de tornar a vida cotidiana das pessoas mais difícieis. No cenário anteriormente citado, foi tomado como base apenas 3 agentes e foi fácil verificar as dificuldades, e pensando no mundo contemporâneo, com milhões de agentes, uma economia baseada em escâmbo tornar-se-ia impossível de ser praticada.  Mas enfim, qual a origem da moeda? É complicado especificar a data de surgimento da moeda, mas sabe-se que ela foi a potencializadora do processo de divisão do trabalho, e consequentemente da difusão do processo de troca em uma economia.  Assim, a presença da moeda permite desassociar as trocas diretas. Por exemplo, A pode trocar o seu produto por moeda, e depois trocar a moeda por um produto de seu interesse. Assim a moeda assume uma de suas principais características: servir como meio de troca.

Entretanto, além de servir como meio de troca, a moeda deve apresentar duas adicionais propriedades: unidade de conta e reserva de valor. Por unidade de conta, entende-se a moeda como medida de valor, ou seja, a forma de expressão de valor de todas as mercadorias. Um exemplo pode ajudar a enteder: pense novamente na economia ausente de moeda e composta pelos agentes A, B, C. Para que hajam trocas puras, torna-se necessário especificar a quantidade necessária para troca entre TODAS as mercadorias. Caso A queira trocar seu produto por b, ele precisa saber qual a quantidade de a necessária para fazer frente ao produto b. Agora, imagine tal relação em uma economia composta de milhões de mercadorias.

A moeda tem como objetivo, em sua função de unidade de conta, exatamente eliminar tal tipo de associação entre os valores das mercadorias, assumindo assim tal papel. Com a presença da moeda, o valor da mercadoria de A não precisa ser expresso em mercadorias de B, C, D, Z e Y, mas basta apenas apresentar seu valor em unidade de moeda. O ouro desempenho o papel de moeda em diversos momentos da história, sendo justamente ele que mudava de mãos quando haviam trocas de mercadorias (função de meio de troca), e para que isso ocorresse era necessário que todas as mercadorias fossem mensuradas e tivessem seu valor expresso em certa quatidade de ouro. Resumindo, a moeda com sua função de unidade de conta permite estabelecer em todos o universo os valores das mercadoria entre sí, constituindo a estrutura relativa de preços. Ao invés do agente A expressar o valor de seu produto em relação as outras mercadorias, ele precisa apenas expressar o seu valor em ouro, pois os outros agente assim também farão.

A última propriedade a ser abordada é a reserva de valor. A moeda permite alocar no tempo as transações economicas de um agente, trazendo assim maior conveniência para os agentes. O agente A, pode vender todas as suas mercadorias e reservar as moedas recolhidas para uso futuro. Caso o agente A produzisse algum produto perecível, esse seria impossível de servir como reserva de valor devido a sua data de validade. Entretanto, há outros bens, como os imóveis, que também podem servir como reserva de valor, mas são menos líquidos que a moeda.

Até o momento defininos o que é a moeda e quais são suas principais propriedades,  bastando apenas analisar a função do papel-moeda. Na história da humanidade, diversos produtos serviram como moeda: sal, animais e metais. O ouro foi um dos principais metais a servir como moeda, pois além de atribuir muito valor em pouco peso, não deteriorava com o tempo e era infinitamente divisível, permitindo assim o fracionamento que, por ventura, as transações pudessem exigir. No passado, as moedas passavam por um processo chamado cunhagem, que tinha por objetivo marcar, além de seu local de origem, também a expressão de seu valor. Porém, durante o passar do tempo, o valor expresso na moeda (ou seja, o valor que a moeda representava) passou a ser mais importante do que a quantidade de metais que ela realmente carregava. Esse processo  permitiu separar o valor expresso da quantidade de matéria-prima, impulsionando o surgimento do papel-moeda.

No passado, por questões de segurança, muitas pessoas preferiam depositar suas moedas em determinadas casas – que mais tarde tornaram-se os atuais bancos -, e recebiam um certificado de depósito que constava o valor e atestava a existência efetiva da moeda. A medida que tais certificados representavam o mesmo valor das moedas, passaram a circular com mais intensidade, até substituir completamente o ouro e a prata. Os metais ainda existiam como garantia de valor, mas já não eram mais necessários para efetivar qualquer troca. Esse processo permitiu a separação do valor em relação a quantidade de metal, permitindo a criação do papel-moeda, utilizado amplamente hoje em dia.

No Brasil, o Banco Central é o responsável por autorizar a emissão de moeda, que por sua vez é confeccionada pela Casa da Moeda. Porém a emissão de novas moedas está atrelada com um assunto bastante controverso: inflação.

Defini-se como inflação a queda do poder de compra da moeda, também equivalente ao aumento do nível geral de preços. Os monetaristas (também chamados de economistas ortodoxos) afirmam que a emissão de moeda deve passar um por um processo de alto controle, pois pode causar instabilidade no sistema monetário, gerando inflação. Porém, um outro grupo de economistas defendem que perante a cenário negativo, com alto nível de desemprego, o aumento da emissão de moeda para financiar os gastos do governo pode ser positivo, podendo gerar, no curto prazo, produção adicional que compense a maior quantidade de moeda.

Para analisar essas duas posições, é imprescindível discutir acerca da seguinte fórmula:

  • M*V = P*Y

Onde, M corresponde a quantidade de moeda em circulação, V a velocidade de circulação da moeda, P ao nível geral de preços e Y ao produto agregado. A velocidade de circulação (V) traduz, na média, o número de transações que podem ser liquidadas pela mesma unidade monetária, ou seja, quantas vezes o dinheiro troca de mãos. Pode-se supor a seguinte situação como exemplo: o agente A possui 10 reais em sua carteira, vai até o agente B e compra 10 reais em produto b (pagando com essa nota de 10 reais que estava em sua carteira). O agente B, por sua vez vai até o agente C e paga a sua dívida com o mesmo dinheiro. O agente C vai então até o agente A e adquire produtos no valor de 10 reais.  Nesse caso, foram efetivadas trocas no valor total de 30 reais (a->b, b->c, b->a), porém não foi necessário circular na economia moeda no valor de 30 reais, bastou apenas girá-la três vezes ao longo desse período para permitir que todas as transações fossem efetivadas.

Os monetaristas defendem que a velocidade de circulação da moeda (V) é geralmente estável e atribuem efeito de causalidade na expressão citada, colocando M como causa e P como efeito. Dessa maneira, para os monetaristas, é sempre o aumento em M que causa aumentos em P, gerando assim inflação. Porém, para a outra linha de economistas, em alguns casos é P que pode causa aumento em M, e há determinados cenários que aumentos em M podem provocar aumentos em Y (como é o caso da emissão de moedas para financiar gastos do governo, conforme já abordado).

No Brasil, há diversos índices de inflação. Aqui você pode encontrar mais informações.

Referências

A Nova Contabilidade Social – Leda Paulani e Marcio Bobik Braga – 3º Edição – Editora Saraiva

A Teoria Geral do Emprego do Juro e da Moeda – John Maynard Keynes – 1ª Edição 1982

www.wikipedia.org (Inflação / Moeda)





Fettuccine Alfredo – Original

5 01 2010

É comum encontrar nos restaurantes no Brasil (e também em outros países, como os Estados Unidos) o prato Fettuccine Alfredo preparado com diversos ingredientes, como brócolis, ervas, frango e creme de leite. Mas a receita original não leva nenhum desses elementos, somente manteiga e queijo parmesão.

A receita original foi criada por Alfredo di Lelio em 1914 em seu restaurante Alfredo alla Scroffa em Roma. di Lelio criou essa nova receita motivado por sua mulher, que devido à gravidez perdeu o apetite pelas comidas da época. O Fettuccine Alfredo recuperou o apetite de sua mulher e trouxe um elemento precioso para o cardápio de seu restaurante. Mas foi durante a viagem de lua-de-mel de dois atores de Hollywood (Mary Pickford e Douglas Fairbanks), que o sucesso realmente começou para di Lelio. O casal experimentou o Fettuccine Alfredo e ficou completamente apaixonado por tal gastronomia. Como forma de reconhecimento, eles enviaram para o restaurante um garfo e uma colher de ouro, junto com uma foto dos dois comendo no restaurante, o que ajudou a decolar o sucesso do prato de di Lelio.

Em 1938, di Lelio aposentou-se e vendeu o seu restaurante Alfredo alla Scroffa, o qual continua em funcionamento até hoje sob os cuidados de Mario Mozzetti. Porém, em 1959, di Lelio foi convidado por um investidor a abrir um novo restaurante na Piazza Augusto Imperatore, bem próximo a localização original do Alfredo alla Scroffa. Como processo de expansão, em 1977 Alfredo II e Guido Bellanca abriram o Alfredo’s no Rockfeller Center em Nova Iorque para servir o famoso Fettuccine Alfredo nos Estados Unidos.

Curiosidades: Na Itália, principalmente ao norte, pode-se encontrar o prato com o nome Pasta al burro (com manteiga).

Receita

Massa do Fettuccine

  • Farinha de trigo – 340g
  • Semolina grano duro – 160g
  • Ovos – 5 unidades
  • Sal – 1 colher de chá
  • Azeite – 1 1/2 colher de sopa

Modo de preparo

  • Misture as farinhas e faça uma depressão no centro para adicionar os demais ingredientes.
  • Adicione os ovos, o sal e o azeite. Misture todos os ingredientes até obter uma massa homogênea. (dica: a massa estará boa quando nã0 grudar mais nas mãos. Se estiver muito seca, pode acionar um pouco de água).
  • Cubra com um plástico PVC (ou com uma toalha) e deixe descansar por 1 hora.
  • Abra a massa como um rolo de macarrão (ou máquina automática) até atingir a espessura desejada.
  • Cortar no formato Fettucine (largura um pouco maior que o Talharim).
  • Cozinhe a massa até ficar com textura al dente.

Molho Alfredo

  • 200g de manteiga de boa qualidade
  • 150g queijo parmesão ralado na hora

Modo de preparo

  • Aqueça o recipiente que será colocado o macarrão depois de cozido (prato, travessa, etc).
  • Adicione nesse recipiente quente metade da manteiga. Mexa até que derreta com o calor. (A manteiga e o queijo não devem ir o fogo).
  • Adicione o Fettucine e um pouco da água no qual foi cozido.
  • Adicione o queijo parmesão (reseve um pouco para jogar por cima quando o prato estiver pronto) e a quantidade restante da manteiga.
  • Misture até o molho ficar com uma consistência cremosa. (deve-se mexer vigorosamente para emulsificar a manteiga e deixar com textura cremosa junto com o parmesão. Após certo tempo, a manteiga pode voltar a sua aparência normal derretida.)
  • Acerte o sal.
  • Sirva com um pouco de queijo parmesão em lascas por cima.

Crédito foto: Diogo Cortiz





Dos grãos de cacau ao chocolate

15 12 2009

O chocolate é um dos produtos que mais causam êxtase no mercado de alimentos. Muitos são viciados no seu delicioso sabor, alguns defendem seus benefícios para a saúde e há aqueles que até falam sobre o seu poder afrodisíaco. Tudo bem, chocolate é, na maioria das vezes, a sobremesa preferida da maioria das pessoas, e não precisa ser único e exclusivo o seu formato em barra, o chocolate vai bem em qualquer prato, como bolos, tortas, sorvetes e até mesmo em pratos salgados, como é o caso do pernil de cordeiro ao molho de chocolate.

Mas será que o chocolate sempre foi essa sobremesa delicíosa que conhecemos? Qual a sua história? Qual a sua origem? Como os grãos de cacau se tormam em um produto tão cobiçado? Read the rest of this entry »





Taxa de Câmbio e Regimes Cambiais

10 12 2009

A Taxa de câmbio é a definição do preço de uma unidade de moeda estrangeira expressa relação a moeda nacional. No Brasil, por exemplo, a taxa de cambio de real em dólar define o preço em reais para 1 dólar americano.

Hoje o valor da taxa de câmbio em relação a moeda norte-americana é de R$1,76 / US$1,00. Isso significa que para comprar 1 unidade da moeda estrangeira é necessária a quantia de R$1,76.

Uma elevação da taxa citada acima, por exemplo, de R$1,76 para R$1,90, implica em uma desvalorização nominal da taxa de câmbio. Em outras palavras, esse cenário indica que a moeda nacional agora vale menos em relação a moeda estrangeira. Por outro lado, se houvesse uma queda da taxa, isso implicaria em uma valorização do câmbio, ou em outras palavras, que a moeda nacional vale mais do que antes, e que é possível comprar uma unidade de moeda estrangeira com uma quantidade menor de moeda nacional.

A taxa de câmbio tem papel fundamental nas relações de comércio exteriores, pois impacta diretamente principalmente os importadores e exportadores de bens e serviços. Pode-se exemplificar esse cenário:

Uma empresa nacional exportou para os Estados Unidos mercadorias referentes a quantia de US$20.o00,00 à vista. Essa empresa necessita ir até o Banco Central (que na realidade ocorre através do mercado financeiro mesmo) e trocar seus dólares por reais à taxa de câmbio do dia. Supondo que a taxa de câmbio fosse de R$1,20, o exportador receberia a quantia de R$24.000,00. Porém, se a taxa de câmbio sofresse uma elevação (desvalorização nominal) atingindo o valor de R$1,30, o exportador receberia R$26.000,00 e não mais R$24.000,00. Na realidade, essa desvalorização tornou mais barata as mercadorias em moeda estrangeira e mais caras em moeda nacional, resultando no aumento da  receita do exportador. Porém, se analisássemos essa mesma alteração da taxa cambial para um importador, o cenário seria bastante desfavorável. Uma empresa que importasse uma mercadoria, com a desvalorização nominal, pagaria mais por ela, o que poderia afetar diretamente o mercado local.

De forma geral, percebe-se que a desvalorização cambial tende a estimular as exportações e diminuir as importações, pois encarece as mercadorias importadas e barateia, para o mercado exterior, os bens/serviços que o país exporta. Mas tudo é bastante relativo, na empresa em que trabalho, por exemplo, vendemos serviços para outras empresas no exterior, e quando há uma forte valorização cambial (como ocorreu do começo do ano até hoje), espera-se que nossa receita aumente, porém os nossos serviços passam a ficar mais caro, e consequentemente perdemos muitas oportunidades para países que oferecem preços melhores (principalmente a Índia).

Foi abordado até o momento apenas a taxa nominal de câmbio. Mas os economistas, e também o mercado empresarial, consideram taxa de câmbio em seu conceito real. A taxa de câmbio real envolve em seu cálculo a influência da inflação no mercado nacional e no mercado estrangeiro (no nosso caso a inflação do Estados Unidos, pois estamos usando nos exemplos a moeda dólar).

Para calcular a taxa de câmbio real utiliza-se a seguinte fórmula:

  • E = e. P*/P, onde:
  • E= Taxa de câmbio real
  • e= Taxa de câmbio nominal
  • p*= índice de preços do país estrangeiro
  • p= índice de preço no mercado nacional

Ao utilizar o conceito de taxa cambial real, leva-se em consideração a inflação interna e também a inflação externa. É fácil perceber que a inflação interna tende a encarecer os produtos de exportação (e tornar mais barato os produtos importação). Já a inflação externa, tem efeito contrário, encarecendo os produtos de importação e estimulando as nossas exportações. Com base nessas informações, fica fácil analisa que somente a taxa cambial nominal não reflete a realida acerca do comportamento real da taxa de câmbio, mas também devem ser consideradas tanto a inflação  internas  com também a externas.

No livro “A Nova Contabilidade Social”, os autores citam um simples exemplo para essa situação. Pede-se para que suponhamos que, no período 1, a taxa de câmbio tenha sido de $ 1,00, e que no período 2, a mesma tenha mudado para $ 1,10 (desvalorização nominal da moeda nacional). Pede-se também para supor que no período 1, a inflação interna tenha sido de 20%, enquanto a externa tenha sido de 5%. Substituindo esses valores na fórmula, é possível notar que apesar da desvalorização nominal de 9,1% (o que implicou em uma valorização de 10% do dólar), em termos reais obteve-se uma valorização da moeda nacional de aproximadamente 3,9%, pois nem mesmos os 10% do crescimento nominal do câmbio e os 5% da inflação externa forma suficientes para compensar a inflação de 20% do mercado interno.

Porém, é importante ressaltar que o conceito de taxa de cambio real apresenta determinados desafios, pois o produto que está sendo comercializado pode ter sofrido inflação totalmente diferente em relação a inflação utilizada na fórmula (que na verdade é um cálculo médio que inclui uma série de bens e serviços).

Foi definido, até o momento, o conceito de taxa de câmbio nominal e real, porém não foi abordado os fatores que influenciam o seu valor. Basicamente, há três regimes cambiais: flutuante, fixo e misto.

O regime cambial flutuante é aquele que permite que a taxa cambial seja definida livremente para garantir o equilíbrio do mercado, ou seja, o equilíbrio entre a moeda nacional e a moeda estrangeira. No regime flutuante, a oferta é determinada pelos exportadores e a demanda pelos importadores. Nesse sistema não há qualquer intervenção do Banco Central.

Já o regime cambial fixo é determinado pelo Banco Central. O mecanismo de intervenção do Banco Central se dá a partir da compra e venda da moeda estrangeira. Nesse caso, há a necessidade de o Banco Central dispor de reservas suficientes para ser o grande comprador e vendedor do mercado. Caso o Banco Central não possua reservas suficentes ou julgar que não é conveniente utilizá-las, resta-lhe ainda a possibilidade de desvalorizar o câmbio, ou seja, tornar a moeda estrangeira mais cara para desestimular sua demanda.

O regime misto é atualmente o regime cambial utilizado na maioria dos países. Nesse sistema, a taxa de cambio pode variar livremente (regime flutuante) dentro de limites estipulados. Caso a taxa alcance esses limites, o Banco Central pode agir através da compra e venda da moeda estrangeira, para proteger tanto os exportadores, como também os importadores.

É também de grande importância citar a relação da taxa de câmbio em relação aos juros. Basicamente, quando a taxa de juros interna se eleva, há um grande incentivo para a entrada de moeda estrangeira, pois a taxa de juros interna se tornou mais atrativa do que a externa. Consequentemente, o contrário também é inevitável. Quando a taxa de juro do mercado externo for mais atraente, poderá ocorrer saída de capital do mercado interno para o mercado externo.

Recentemente, o governo brasileiro resolveu, através de uma outra maneira, intervir para conter a forte valorização da taxa cambial do país através da taxação do capital estrangeiro em investimentos de curto prazo no Brasil através do IOF . Segundo o Ministro Guido Mantega, havia um “excesso” de dólares no país, sobretudo na bolsa de valores. Segue um link para uma reportagem da BBC Brasil sobre o assunto: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/11/091118_iof_vale_topico.shtml

Referências:

http://www.bcb.gov.br/?TXCAMBIO

A Nova Contabilidade Social – Leda Paulani e Marcio Bobik Braga – 3º Edição – Editora Saraiva





Gastronomia Francesa – Ratatouille, Boeuf Bourguignon e Crème brûlée

7 12 2009

Depois de uma temporada de 2 semanas nos Estados Unidos me entupindo de hambúrger e bata frita (é claro que eu adoro, mas quase todo o dia é complicado) resolvi fazer um jantar em casa no último sábado. Como tinha visto o filme “Julie and Julia”, fiquei com muita vontade de fazer o prato “Boeuf Bourguignon”, o qual aparece com certa importância na história. Então organizei o jantar com os seguintes pratos: Salada Ratatouille, Boeuf Bourguignon, Sorbet de Limão e Crème Brûlée. Abaixo vou compartilhar as receitas e algumas experiências em relação as  preparações.

Salada Ratatouille

SA salada Ratatouille é uma salada típica francesa (com origem na cidade de Nice) com aspecto bem rústico. O tomate, a abobrinha e a berinjela são os ingredientes principais, mas o aroma proveninte do alho e da cebola também é imprescindível. É importante ressaltar que apresentação desse tipo de salada é essêncial para exaltar a sua beleza de cores, e evitar que o prato pareça um “misturado” de legumes.

Abaixo eu compartilho a receita utilizada para preparação do prato, inspirada na apostila de Técnicas de Gastronomia do SENAC:

 

 

 Ingredientes:

  • 70ml de óleo de milho
  • 30 ml de azeite extravirgem
  • 2 unidades de abobrinha italiana (cortada em fatias grossas)
  • 5 dentes de alhos em brunoise
  • 1 colher de chá açúcar
  • 1 pimentão vermelho sem semente (cortado em fatias)
  • 1 pimentão amarelo sem semente (cortado em fatias)
  • 1 cebola média cortada em cubos médios
  • 1 berinjela cortada em cubos médios
  • 1/2 kg de tomate débora concassé (sem pele e sem semente) cortados em gomos
  • 1 talo médio de alecrim (1 colher de sopa se for utilizada a erva seca)
  • 1 pequeno maço de tomilho (1 colher de sopa se for utilizada a erva seca)
  • 3 folhas de manjericão
  • Sal Q.B
  • Pimenta do reino Q.B ou Pimenta calabresa Q.B

Modo de preparo:

  • Aqueça em uma frigideira 35 ml do óleo de milho e junte os tomates, o açúcar, o alecrim, o tomilho, o manjericão, sal e pimenta. Refogue em fogo baixo, mexendo pouco, até que o tomate fique macio. Cuidado para não deixar muito tempo, pois o tomate pode desmanchar.
  • Em uma outra frigideira, aqueça o restante do óleo e frite a cebola até ficar macia. Junte o pimentão vermelho, o pimentão amarelo e a abobrinha. Refogue por 5 minutos. Adicione a berinjela e deixe refogar por mais 10 minutos (ou até julgar necessário para que os alimentos estejam cozidos e macios, porém crocantes, com textura “al dente”).
  • Junte com os tomates, acrescente azeite extravirgem e capriche na apresentação do prato. A salada pode ser servida quente ou fria, dependendo da preferência de cada um.

Boeuf Bourguignon

Esse é um prato francês muito famoso e consiste em uma carne braseada em vinho tinto (preferencialmente Bourgogne), aromatizada com alho, cebola, cenoura, bouquet garni e servida com cogumelos. A receita original do prato foi escrita por Auguste Escoffier, porém a mesma vem sofrendo reformulações durante o tempo. Mas claro que a sua “essência gastronômica é preservada”. É importante lembrar que esse é um prato simples de ser preparado, porém pode exigir horas para ficar pronto devido ao seu método de cocção e também ao seu tempo de marinada. Vamos lá, abaixo a receita que eu utilizei durante a preparação:

 

Ingredientes:

  • 1 kg de filé mignon ou alcatra (cortar em cubos de aproximadamente 50grs)
  • 1 garrafa de vinho tinto (preferencialmente Bourgogne)
  • 1 litro de caldo de carne
  • 2 colheres de sopa de extrato de tomate
  • 03 colheres de óleo de milho
  • 03 colheres de farinha de trigo
  • 1 cebola em brunoise
  • 2 dentes de alho
  • 1 cenoura cortada em rodelas
  • 02 talos de salsão picado
  • 02 bouquet garni
  • Sal Q.B
  • Pimenta Q.B

Modo de preparo:

  • Faça uma marinada com a cebola, o alho, a cenoura, o salsão, o sal, pimenta, 1 bouquet garni e 350 ml do vinho tinto. Deixe a carne nessa marinada por 24 horas.
  • Retire a carne da marinada e reserve ambos. Adicione a carne em uma panela grande com o óleo, leve ao fogo e deixe a carne dourar. Polvilhe com a farinha de trigo e deixe cozinhar por mais 5 minutos.
  • Acrescente o líquido da marinada, o extrato de tomate, o restante do vinho tinto, o outro bouquet garni e deixe cozinhar por mais 10 minutos. Adicione o caldo de carne e deixe cozinhar em  fogo baixo, até que a carne esteja bem cozida e o molho consistente. (aprox. 1 hora).
  • Separe os pedaços de carne do molho. Passe o molho por um chinois (coador). Adicione a carne novamente ao molho, acrescente cogumelos (paris) fatiados em lâminas (se achar interessante). Acerte o sal e a pimenta.

Guarnição: A minha preparação foi servida com uma massa no formato talharim que eu preparei utilizado semolina trigo durum, conforme o post sobre massas.

Crème Brûlée

Minha sobremesa favorita (depois do gelato). Crème Brûlée é uma preparação tipicamente francesa que consiste de um creme com aroma de baunilha com cobertura caramelizada. O crème brûlée pode ser servido totalmente frio ou com o creme frio e o açucar caramelizado ainda quente. Eu pessoalmente prefiro a segunda opção, acho a harmonia perfeita.

É difícil citar com exatidão o surgimento desse prato, porém as referências mais antigas para o crème brûlée pode ser encontrado no livro de receita (1691) de François Massialot. O cremè brulée pode sofrer modificações, sendo preparado com sabor de limão, chocolate branco, entre outros sabores. Porém, o tradicional de baunilha ainda é o preferido da maiorida das pessoas. A versão britânica é chamada de Trinity Cream ou Cambridge burnt Cream, a versão catalã é denominada de crema catalana.

Dica: Para uma melhor apresentação e eficiência na hora de servir, eu sugiro que o crème brûlée seja preparado como porções individuais em pequenos ramequins.

Ingredientes:

  • 2 xícaras de creme de leite (preferencialmente creme de leite fresco)
  • 1/2 xícara de leite
  • 1 xícara de açúcar (+ 1/4 de xícara de açúcar para caramelizar a cobertura)
  • 2 favas de baunilha -  cortar ao meio e raspar as sementes com uma faca fina. Reversar as favas e as sementes (usar essência se não tiver).
  • 6 ovos (somente a gema)

Modo de preparo:

  • Em uma panela adicione o creme de leite, o leite, o açúcar, as favas de baunilha e a semente da bunilha. Leve ao fogo médio até ponto de fervura. Remova as favas.
  • Em um bowl, misture vigorosamente metade da mistura acima com as gemas. Adicione o restanten do creme e incorpore bem.
  • Separe a mistura em ramequins individuais e leve ao forno (pré-aquecido em 120º C) por aproximadamente 45 minutos (até que a mistura esteja com uma cor levemente dourada). Retire do forno e deixe esfriar totalmente.
  • Espalhe o açúcar por cima dos creme e queime com um maçarico para caramelizar o açúcar e criar a coberturar charmosa do crème brûlée.




Bolsa de Valores dos Piratas Somalis

2 12 2009

Desde o ano passado estão acontecendo diversos ataques de piaratas somalis na região do Oceano Índico (mais estrategicamente no Golfo de Áden, a porta de entrada para o Canal de Suez, que faz a ligação entre Europa e a Ásia). Os piratas sequestram navios (de todos os portes) e pedem resgates milionários para libertarem os tripulantes e as embarcações. Somente para exemplificar a audácia dos piratas somalis, pode-se citar o sequestro do mega-petroleiro saudita “Siros Star”, o qual foi solicitado incialmente um resgate de 25 milhões de dólares.

Esses ataques piratas têm impacto direto na economia de determinadas empresas transportadoras (marítimas), que já pensam em mudar a rota de suas embarcações para contornarem a África (através do Canal da Boa Esperança), e não utilizar mais o Canal de Suez. Essa modificação de rota acarreta em mais custos para as empresas, pois o caminho a ser percorrido é maior. O tempo de viagem também tende a ser mais longo.

Mas o mais impressionante foi a notícia que eu encontrei no site da Reuters. Agora os piratas somalis criaram um modelo de bolsa de valores para os seus ‘negócios’, que aparentam ser bem rentáveis.  Um ‘investidor’ confirmou na reportagem que  consegui 75 mil dólares em apenas 38 dias desde que começou nesse ramo. Vale a pena ler a notícia: http://www.reuters.com/article/wtUSInvestingNews/idUSTRE5B01Z920091201?sp=true

Mas vale lembrar que há um grande esforço dos países da Europa e Ásia para combater a pirataria na região do Golfo de Áden. Recentemente houve diversos conflitos entre os piratas e fragatas italianas e portuguesas, por exemplo. Inclusive, Portugal chefiará a missão da Otan de combate à pirataria ana região da Somália até o fim de janeiro de 2010.