Greenpeace CoolIT

30 10 2009

Na minha dissertação de mestrado eu abordei o impacto das tecnologias em relação ao meio-ambiente. Na obra eu cito como referência uma pesquisa que nos mostra que os ambientes de tecnologia da informação são responsável pela emisão de até 2% da emissão total de carbono (essa taxa pode atingir até 6% em países mais ricos). Por outro lado, as tecnologias da inteligência também influenciam o surgimento de técnicas que são benéficas para o meio-ambiente, como por exemplo, o projeto Clean Energy da Universidade de Harvard. É possível então perceber que as tecnologias podem apresentar vantagens e desvantagens em relação ao recursos naturais. Eu também aprofundei na dissertação sobre como Grid Computing pode tornar os recursos computacionais mais eficientes no consumo de energia.

A questão da TI Verde é algo que começou a ganhar evidência esse ano, já existem muitas iniciativas de empresas privadas, governos e ONGs para a minimizar os resultados predadores das tecnologias. O Greenpeace lançou um projeto chamado CoolIT, que tem por objetivo medir como as empresas de tecnologia estão atuando para combater as mudanças climáticas. O que eu achei mais interessante no projeto é a forma de mensurar e classificar as empresas em relação a suas atitudes positivas perante a preservação ambiental. O primeiro ponto que o projeto analisa (e também é responsável por 50% do total da classificação) é o quanto a empresa contribui com “iniciativas verdes”, como por exemplo, transportes mais eficientes, utilização de smart grids e como tais mudanças estão gerando valor para o meio-ambiente. O segundo ponto (responsável por 35% do total da classificação) é medir como cada organização está advogando em proteção as mudanças climáticas nas negociações sobre o meio-ambiente na ONU. O terceiro ponto (responsável por 15% do total da classificação) mede o quanto cada organização está reduzindo de suas próprias emissões de carbono, incluindo também a utilização de energia renovável. O CoolIT sem dúvida é um projeto que visa mostrar a contribuição para o meio-ambiente por parte das grandes indústrias de TI de uma maneira mais completa e abrangente, sem isolar apenas um único contexto. Sabemos que as grandes indústrias de TI além de prover as tendências tecnológicas globais, também tem grandes influências políticas, e é justamente nesses pontos que o projeto CoolIT tem como objetivo atacar. Mais informações no site do projeto http://www.greenpeace.org/coolit (pena que muitas das coisas do Greenpeace ainda estão sobre o domínio do copyright)





Economia na Idade Média e a transição do Feudalismo para o Capitalismo

29 10 2009

A história da economia na Idade Média se divide em dois principais períodos:

- Séc IV ao séc X = Período de “escassez endêmica”.

- Séc XI ao séc XIII = Período de prosperidade.

Período de “escassez endêmica”

 

Inicia-se esse artigo com a análise da estrutura econômica na Europa Ocidental entre os séculos IV e X. Esse foi um período crítico na estrutura econômica, principalmente influenciada pela queda populacional, o que resultou em uma estagnação da produtividade. O comércio era de baixa monetização e a economia era totalmente baseada no modelo agrário dominial.

Os domínios eram caracterizados por seu modelo de funcionamento, que girava em torno da sua divisão em duas partes. A primeira era denominada terra indominicata (reserva senhorial) e destinava-se a ser explorada pelo senhor. Era também nesse espaço que se encontrava o estoque de “capital físico”, como edificações, celeiros, oficinas e moinhos.

A segunda parte era chamada de terra mansionaria (mansos), cujo a sua exploração destinava-se aos servos. Cada manso era a menor unidade produtiva de um domínio e tornou-se a fonte de produção de famílias camponesas. Vale ressaltar que, por ter recebido a concessão de exploração de determinado pedaço de terra, a família havia de prestar serviços ao senhor. Esse tipo de serviço foi denominado corvéia, e foi a alternativa encontrada pelos senhores para empregar o trabalho de seus servos para exploração em sua reserva senhorial, uma vez que havia dificuldade de obter mão-de-obra perante a uma conjuntura de depressão demográfica. Assim, é de suma importância destacar que a prestação de serviço na reserva senhorial representava claramente a essência do modelo de regime dominial.

A agricultura domínial não apresentava grandes diferenças em relação a agricultura encontrada na Antiguidade, buscando-se basicamente o cultivo no sistema bienal. Entretanto, foi em torno do séc VII que houve a chamada “grande inovação agrícola da Idade Média”, onde passou-se a utilizar o sistema de produção agrícola trienal. Com esse modelo, a área cultivável era dividida em três partes, o que facilitava a extensão produtiva e ainda suportava a segurança de duas colheitas anuais. Isso foi um dos fatores determinantes para uma transforamação economica que estava por vir.

O setor secundário, durante o mesmo período, também estava fragilizado pela depressão demográfica, pois não havia mão-de-obra e consumidores. Assim, o artesanato concentrava-se, entre os séculos IV e X, no interior dos domínios.

Já o setor terciário estava limitado praticamente ao comércio. Este por sua vez era focado no comércio marítimo de longa distância. Entretanto, o comércio interno, embora em estado limitado, não foi paralisado. Se por um lado havia dificuldades na produção, que limitavam a geração de excendete produtivo, por outro lado, tornava-se necessário o comércio para que fossem buscados em outras regiões determinados produtos que eram escassos.

Período de prosperidade

O período que compreende os séculos XI e XIII foi palco de importantes mudanças nos elementos que haviam marcado aquele período de escassez endêmica, principalmente influenciadas pelo aumento da população e algumas mudanças climáticas que acarretaram no aumento da produtividade. Podemos destacara quatro transformações:

- Mudança no Regime Senhorial

- Processo de Comércio e Urbanização

- Aceleração na Indústria Têxtil e de construção

- Aumento da monetização

A primeira transformação foi a passagem da agricultura dominial para a senhorial, principalmente influenciada pelo incremento demográfico que houve em meados do século X. Com isso, ocorreu a a divisão dos mansos em lotes menores, chamadas de tenências, para que assim as áreas cultiváveis fossem repartidas entre um número maior de famílias camponesas. Embora a corvéia ainda fosse adotada em determinados domínios, novas relações de produção estava ganhando forças, como o pagamento em moeda pelo usofruto das tenências e até mesmo o surgimento do trabalho assalariado.

O senhores também viram a diminuição do tamanho de suas reservas senhoriais devido, como já dito, a necessidade de criação de novas tenências camponesas. Porém, esse não foi o único motivo. Pode-se também citar que o progresso das técnicas agrícolas (principalmente o sistema trienal) permitiu ao senhor obter maior produção com um tamanho menor de terra, e também por grande parte de suas receitas ser originadas por parte dos pagamentos dos servos, ao invés da exploração direta da terra. Também havia uma nova ordem social que estava em evidência desde o fim do século X, o Feudalismo.

Por Feudalismo, entende-se as relações de vassalagem, onde o senhor cedia terras sob forma de feudos para seus vassalos, que por sua vez asseguravam proteção e aliança militar. É importante também não confundir o conceito de senhorio e feudo. Por senhorio, entende-se um território que dava a seu detentor poderes econômicos. Já o feudo, era uma cessão de direitos geralmente, mão não necessariamente, sobre um senhorio. Pode-se citar que o senhorio era a base econômica do feudo, e por esta razão poderiam haver terras senhorializadas e não feudalizadas, mas não poderiam haver terras feudalizadas que não fossem também senhorializadas.

Principalmente graças ao aumento da quantidade de mão-de-obra e o surgimento de novas técnicas agrícolas, houve um grande aumento da produção que levou a geração de um excedente agrícola, e assim, por sua vez, ao revigoramento do comércio.

A segunda transformação importante no período foi o justamente o ressurgimento de práticas comerciais. É importante destacar que embora somente uma pequena parcela da população estivesse envolvidada em atividades relacionadas ao comércio, esse segmento ganhava constante evidência. Um pouco menos para atividades locais, já que o comércio local euroupeu envolvia pouco capital e a geração de baixos lucros.

Os maiores beneficiados eram aqueles que dedicavam-se ao comércio de longa distância por vias marítimas, principalmente por ser esse um modelo de transporte mais barato, além de colocar em prática no comério mercadorias raras do Oriente. O modelo de comércio marítmo desenvolveu-se em dois principais eixos principais na Europa:  Mediterrâneo (dominado pelos italianos) e o Nórdico (dominado pelos alemães). É importante também citar que entre esses polos, estrutura-se uma longa faixa de comércio e indústia têxtil, que abrange desde o Noroeste da Europa até o Sudoeste da Inglaterra.

Com o avanço do comérico surge, incialmente, a figura do mercador intinerante, que buscava mercadorias em determinadas localidades e frequentava feiras para comercializá-las. Com o aumento da acumulação de capital por parte deste mercador, fez surgir uma nova figura, a do mercador sedentário. Este já não mais se envolvia diretamente em expedições de troca de mercadorias, mas era o responsável por mobilizar os recursos necessários para quem as fizessem.

Foi justamente com o mercador sedentário que houve um aperfeiçoamento dos créditos, dos seguros, do direito do comério e posteriormente da contabilidade. É importante destacar que os comerciantes se estabelecem nas cidades, o que influencia o processo de urbanização, que por sua vez acarretará na demanda por educação, fazendo surgiu assim as primeiras universidades na Idade Média.

A terceira transformação na Idade Média foi o processo que pode ser chamado de Revolução Industrial Medieval, e seu ponto de partida foi também o aumento demográfico, e o ressurgimento do comércio, que estimularam o desenvolvimento urbano. As cidades tornaram-se um imã para os camponeses que conseguiam romper seus laços servis. O artesanato foi o inicio desse processo, porém logo foi sufocado pelo aumento de demanada do mercado consumidor, forçando assim o desenvolvimento de uso de máquinas para aumentar a produção. As duas maiores indústrias no momento eram a de construção e a têxtil.

A produção industrial nas áreas urbanas estava organizadas em associações profissionais chamadas de corporações de ofício. Na sua organização interna, cada corporação era constituída por várias ofícias, as quais pertenciam a um indivíduo conhecido como mestre, dono da matéria-prima e das ferramentas. Os vários mestres formavam um colegiado para garantir a não concorrência entre as oficinas e tentar assim garantir maior poder de negociação perante aos comerciantes.

A quarta transformação na Idade Média foi uma maior monetização da economia influenciada pelo progresso inciado no início do século XI. Porém, foi encontrado um primeiro problema que estava relacionado com a grande diversidade de moedas senhoriais existentes e circulando em uma área restrita. O segundo problema estava relacionado com o baixo valor das espécies, resultado da reforma monetária (carolígna) do século VIII, onde houve a implementação do monometalismo da prata.

Para a solução do primeiro problema, houve um fortalecimento do poder monáquico, que passou a controlar a cunhagem de moedas. Na França, por exemplo, as 300 oficinas de cunhagem de moeda existentes foram reduziadas para apenas 30. Já para o segundo problema, a solução encontrada foi colocar em circulação metais que haviam sido armazenados como forma de entesouramento em épocas anteriores. Também graças a expansão mercantil, houve um grande fluxo entrante de ouro mulçumano, o que ajudou a reinstaurar a prática do bimetalistmo.

Iniciou-se também um processo de atividade bancária, principalmente na Ítalia. Como os comerciantes enfrentavam dificuldades perante a grande variedades de moedas, alguns começaram a dedicar-se ao câmbio, ficando conhecidos como banqueiros. Este nome se dá justamente por eles colocarem em exposição as moedas para troca em bancas, como uma outra mercadoria qualquer. Posteriormente, apliaram seus leques de atuação, passando a aceitar depositos reembolsáveis, fazendo empréstimos e transferindo valores de uma cidade para outra.

Resumindo, o período que compreende entre os séculos XI e XIII foi de expansão economica e de reformulações sociais, o que levou alguns autores a denominá-lo de “premissas do capitalismo”.

Transição do Feudalismo para o Capitalismo – Debate entre Maurice Dobb e Paul Sweezy

Maurice Dobb e Paul Sweezy debatem sobre os motivos e os fundamentos da transição entre o Feudalismo e o Capitalismo. Para iniciar este debate, podemos mostrar as idéias principais que conduzem o pensamento de Dobb.

Dobb define o capitalismo com ênfase na servidão: prestação de serviço através da forma de trabalho realizada na reserva senhorial. Paul Sweezy, por sua vez, cita que essa definição é falha por não indentificar um sistema de produção. Também defende que a servidão é muito abrangente, uma vez que outros modelos de produção também apresentam essa relação.

Dobb traça então um esquema conciso das características mais importantes do Feudalismo. São elas:

- Baixo nível técnico, no qual os instrumentos de produção  são simples e baratos, e o ato de produção é em grande parte de carater individual. A divisão de trabalho (defendida muito tempo depois por Adam Smith) é ainda bastante primitiva.

- A produção era focada principalmente para atender a subsistência das famílias e das comunidades locais, não havia enfoque para um mercado mais amplo.

- Agricultura dominial através do trabalho compulsório por parte dos servos.

- Descentralização da Política.

- Posse de terra em troca de prestação de serviços.

- Senhor detém o direito em relação à população dependente.

Essas são as características que Dobb cita ser as evidências do Feudalismo clássico, mas talvez seja importate destacar que talvez isso fosse aplicado mais especificamente no espaço da Europa Ocidental. Já Sweezy cita que ainda falta a indicação do Feudalismo como um sistema de produção para uso, o que implica em uma economia que visa a estabilidade e a ordem. Porém, mesmo assim, haviam determinados fatores que poderiam levar a instabilidade. São eles: competição por terra, gerando atritos e guerras, e também a questão do aumento populacional, que superarava os limites das estruturas do modelo do Feudalismo.

Dobb dialoga com a teoria tradicional de que o aumento do comércio levou a queda do Feudalismo. Para o autor, essa teoria não era tão óbvia, pois o aumento do comércio poderia levar tanto ao aumento da servidão quanto a sua extinção. Como Dobb defende que o comércio estava na fronteira do Feudalismo (fator externo), argumenta então que foram os seus próprios fatores internos que levaram o Feudalismo a sua ruptura. Assim, o autor define que as ineficiências produtivas do Feudalismo, alinhada com o aumento da necessidade de receita por parte dos senhores, levaram a uma superexploração da força de trabalho, que por sua vez, influenciaram que os servos desertassem das terras senhoriais.

Sweezy, mais uma vez debate sobre os pontos abordados por Dobb. Primeiro, ele diz que o autor deve apontar e justificar que os reais motivos da necessidade do aumento das receitas e a fuga dos servos são fatores internos do Feudalismo. Para defender sua hipótese, Dobb aponta quatro motivos:

1- Desprezo pelos servos

2- Guerras aumentam as despesas

3- Aumento da população nobre

4- extravagâncias da “classe dominante”

Sweezy rebate os pontos apresentados por Dobb, e afirma que o desprezo e as guerras sempre existiram, portanto não há relevâncias específicas para a queda do Feudalismo. Também defende que houve um aumento total da população, assim todas as classes cresceram, o que não acarreta em um grande aumento relativo da população nobre. Em relação as extravagâncias cometidas pela classe dominante, Swezzy concorda, porém defende que isso gira em torno do comércio (principalmente o internacional), o qual tornou-se o “menu de consumo” da classe nobre. Por fim, Sweezy argumenta que não há dúvidas da relação da fuga dos servos com o fim do feudalismo, mas ressalta que o ponto de vista da superexploração não é o melhor, e defende que isso está relacionado com o processo de urbanização, consequentemente, com o avanço do comércio.

Referências

LE GOFF, J. Mercadores e Banqueiros da Idade Média. São Paulo: Martins Fontes, 1991.

FRANCO, H Jr. A Idade Média, Nascimento do Ocidente. São Paulo: Brasiliense, 2001.

HILTON, R; et all. A Transição do Feudalismo para o Capitalismo. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1977.





Dissertação de Mestrado – Grid Computing e Cloud Computing

27 10 2009

Eu defendi no início do mês a minha dissertação de mestrado no programa de Tecnologias da Inteligência e Design Digital na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. A obra recebeu o título “Grid Computing e Cloud Computing – Análise dos impactos sociais, ambientais e econômicos da colaboração por meio do compartilhamento de recursos computacionais”. Iniciei essa pesquisa abordando os conceitos de compartilhamento e de colaboração na Internet, e como eles podem influenciar o desenvolvimento de novos produtos, bens e conteúdos na sociedade. Grid Computing é justamente um exemplo dessa transformação, pois é uma tecnologia que emergiu do coletivo científico e hoje já acarreta em importantes mudanças para o mercado corporativo e as grandes indústrias. Apresento também as características de Grid Computing, sua arquitetura, sistemas, projetos e sua sinergia com Cloud Computing.  Busquei então a análise dos benefícios de ambas as tecnologias nos contextos social, ambiental e econômico, apresentando um estudo de caso para cada uma dessas vertentes.

A banca examinadora foi formada pelos Prof. Dr. Fernando Giorno (Orientador), Profa. Dra. Denise Stringhini e Profa. Dra. Lucia Leão. Recebi excelentes comentários e sugestões dos professores. Gostaria de agradecê-los pela participação nessa importante fase do percurso acadêmico.

Eu compartilho nesse post a dissertação com todos os interessados. Aqui há um link direto para a obra publicada no Scribd. Abaixo também é possível encontrar o resumo da dissertação:

RESUMO

SILVA, Diogo Cortiz. Grid Computing e Cloud Computing – Análise dos impactos sociais, econômicos e ambientais da colaboração por meio do compartilhamento de recursos. 2009. 155 f. Dissertação (Mestrado em Tecnologias da Inteligência e Design Digital) – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2009.

Esta dissertação discute o excesso de recursos computacionais disponíveis mundialmente com capacidade de processamento excedente e também debate como o emprego dos conceitos de compartilhamento e colaboração influenciam a integração desses dispositivos para constituir um ambiente econômico e com alta capacidade de processamento. Atualmente, é possível encontrar uma grande quantidade de computadores pessoais, servidores, entre outros dispositivos, que apresentam elevados níveis de ociosidade. Estes poderiam ser utilizados para outra finalidade, haja vista pesquisas científicas, projetos colaborativos e programas de inclusão digital carentes de recursos para atingirem seus objetivos. A tecnologia de Grid Computing, também chamada de Computação em Grade, foi concebida como uma alternativa para integrar recursos distribuídos geograficamente e pertencentes a diferentes domínios, habilitando um ambiente computacional abrangente e descentralizado. O objetivo desta dissertação é analisar como essa tecnologia, baseada no conceito de colaboração, pode gerar benefícios no contexto social, ambiental e econômico. No âmbito social, Grid Computing estimula o trabalho colaborativo e o compartilhamento de recursos computacionais e aplicacões, além de prover funcionalidades que auxiliam na transparência de dados entre diversos domínios. Essas características também são  importantes para a inclusão científica. O primeiro Estudo de Caso aborda a importância de Grid Computing para o projeto científico do Superacelerador de Partículas (LHC). No contexto ambiental, essa tecnologia também apresenta características para tornar os recursos computacionais mais eficientes em relação ao consumo de energia através do aumento do uso de sua capacidade computacional. O segundo Estudo de Caso aborda dados em relação à quantidade de máquinas conectadas à Internet e como uma aplicação de Grid Computing, no modelo de Computação Voluntária, pode torná-las mais produtivas e, consequentemente, mais eficientes no consumo de recursos energéticos. Já no contexto econômico, é de importância destacar a sinergia existente entre Grid Computing e Cloud Computing, as suas vantagens financeiras e a geração de novos modelos de negócios através da comercialização de plataformas e softwares como serviços na Internet, e não mais como produtos. O terceiro Estudo de Caso aborda um modelo de Cloud Computing que disponibiliza recursos computacionais em forma de serviços, permitindo que empresas e pessoas físicas possam contratar um ambiente computacional de rápido provisionamento, sem a necessidade de adquirir equipamentos e investir em projetos de implementação. Por fim, ambas as tecnologias são apontadas como grandes tendências para os próximos anos, as quais influenciarão a geração de novos modelos de softwares, plataformas e serviços voltados à Internet.

Palavras-chave: grid computing, cloud computing, colaboração, compartilhamento, Internet





Gastronomia Mexicana – Burritos

26 10 2009

É interessante destacar que a gastronomia mexicana difere-se das demais por ser uma prática um pouco mais “bruta”, principalmente se comparada com a francesa, pois parte de pratos com uma combinação variada de ingredientes misturados de forma rústica. Mas isso não é um ponto negativo, pelo contrário, é justamente sua característica marcante, seu charme. Há também uma variação denominada TexMex.

A cozinha TexMex é um fenômeno que vem ocorrendo há muitos séculos, tendo o seu início quando receitas mexicanas (e também espanholas) foram combinadas com receitas típicas de determinadas regiões dos Estados Unidos. Atualmente, principalmente com a grande quantidade de imigrantes mexicanos nos estados americanos, como o Texas, é possível perceber uma forte influência nos restaurantes que combinam com certa maestria as receitas mexicanas com ingredientes típicos americanos. Abaixo há uma definição da gastronomia TexMex:

“Tex-Mex food might be described as native foreign food, contradictory through that term may seem, It is native, for it does not exist elsewhere; it was born on this soil. But it is foreign in that its inspiration came from an alien cuisine; that it has never merged into the mainstream of American cooking and remains alive almost solely in the region where it originated…” Eating in America, Waverly Root & Richard de Rochemont [William Morrow:New York] 1976 (p. 281)

Um dos pratos típicos da culinária mexicana (e também com abrangência TexMex) é o burrito, que consiste de uma tortilla recheada e enrolada finamente. Os recheios dos burritos podem variar de região para região e até mesmo de restaurantes para restaurantes, mas é basicamente composta de feijão, alface, carne bovina, guacamole e queijo.

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Abaixo, vou compartilhar uma receita de Burrito que eu fiz algumas semanas atrás e foi aprovada por todos que degustaram a preparação. Essa receita traz o burrito original, mas vale lembra que a receita pode ser modificada de acordo com o gosto de cada um, como por exemplo substituir carne bovina por frango.

Tortilla

Calcula-se em média 2 ou 3 burritos para cada pessoa. A receita abaixo rende em torno de 25 a 30 tortillas.

  • 1 kilo de farinha de trigo
  • 10 ml de azeite ou óleo
  • 2 colheres de café de sal
  • 1 1/2 xícaras de água

Espalhe a farinha sobre uma superfície (mesa, por exemplo) e faça um circulo com um buraco no meio. Adicione o azeite, o sal e a água nesse espaço aberto da massa. Sove a massa até que ela não grude mais na mão. A quantidade de água pode varia de acordo com a qualidade da farinha, por isso recomenda-se adicioná-la aos poucos, até obter o ponto correto. Divida a massa em bolinhas de aproximadamente 7 cm. Abra cada bolinha com um rolo até que a sua espessura fique bem fina.

Quando a massa já estiver aberta, o próximo passo é levá-la para cozinhar em uma frigideira aquecida (sem óleo). Não deve-se manter por muito tempo as tortillas por muito tempo ao fogo, em média de 3 a 4 minutos. As tortillas deve estar coradas, porém macias, pois precisarão ser dobradas.

Recheio de carne bovina

  • 1 cebola em brunoise
  • 1 pimentão amarelo em brunoise
  • 1 pimentão vermelho em brunoise
  • 1 alho picado
  • dois tomates em brunoise
  • 500g de carne moída (patinho)
  • Pimenta Q.B (Pode ser a pimenta de sua escolha, mas preferencialmente utiliza-se jalapeño)
  • Cominho Q.B
  • Sal Q.B

Frite a cebola, o alho e os pimentões com azeite. Acrescente os tomates e a carne moída.  Acrescente a pimenta, o cominho e o sal. Deixe cozinhar até a carne ficar bem cozida, porém suculenta.

Recheio Feijão

  • 500g de feijão (pode ser também feijão preto)
  • 1 cebola em brunoise
  • 1 pimetão vermelho em brunoise
  • 1 pimentão amarelo em brunoise
  • 2 tomates em brunoise
  • 1 limão
  • Cominho Q.B
  • Sal Q.B
  • Pimenta Q.B

Cozinho o feijão em uma panela de pressão. Acrescente a cebola, os pimentões, os dois tomates, sal, cominho, pimenta e o suco de um limão. Engrosse o caldo até ele ficar com aspecto de pasta (pode-se deixá-lo reduzir ou amassar seus grãos com um garfo).

Guacamole

  • 1 abacate bem maduro
  • 1 tomate em brunoise
  • 1 colher de chá de azeite
  • 1 cebola em brunoise
  • 1 dente de alho em brunoise
  • 1/2 limão
  • Sal Q.B
  • 1 colher de requeijão (opcional)

Corte o abacate ao meio e retire sua polpa. Adiciona a essa polpa o tomate, o azeite, o suco do limão, a pimenta, a cebola, o alho e o sal. Esmague com um garfo e misture bem, até obter um aspecto cremoso. Pode-se incorporar também um pouco de requeijão.

Montagem do Burrito

Em uma tortilla já preparada (cozida), coloque no seu centro aproximadamente duas colheres de feijão, duas colheres de carne, 1 colher de guacamole, um pouco de queijo chedar cremoso e um pouco de alface amarericana cortada (de forma fina). Pode-se adicionar uma quantidade maior de pimenta. Agora é só fechar a torilha enrrolando-a, como na foto acima.





CellScope- Mais uma tecnologia útil para os países mais pobres

23 10 2009

A Universidade de Berkeley anunciou um projeto muito interessante que pode ser de extrema importância para o desenvolvimento da área da saúde em países pobres, principalmente em lugares afastados. O projeto chamado CellScope pesquisa o acoplamento de um conjunto de lentes para transformar um simples celular em um microscópio. Ele tem com objetivo permitir que os lugares mais afastados, que muitas vezes não possuem recursos, possam realizar análises profundas de amostras de sangue de pacientes. A grande vantagem do CellScope é a sua facilidade de mobilidade e também o fato de se tornar um “microscópio conectado”, permitindo que um agente de saúde possa coletar os dados (no caso, “a foto microscópica”) de um paciente de uma região remota e enviar a mesma para análise em um centro médico através de serviços de uma rede de telefonia móvel (como MMS, por exemplo).

O CellScope é mais um exemplo de como a tecnologia pode ser utilizada visando o progresso da humanidade. Eu realmente acredito que o acesso e o USO da tecnologia é responsável direta pelo desenvolvimento de uma determinada sociedade. Abaixo há um vídeo promovido pelo projeto: