Grid Computing – Inciativa brasileira e inovadora

23 01 2010

Até o momento, praticamente todos os ambientes de Grid Computing são focados em pesquisas científicas. Porém, vamos lançar um novo projeto de Grid para o tratamento de dados de transparência pública na Campus Party 2010. A ideia é constituir um ambiente compartilhado e colaborativo para o processamento de aplicações que fomentam a idéia de Governo Aberto.

O nome do projeto é Grid Público (www.gridpublico.org) e a infraestrutura é principalmente baseada em Computação Voluntária, tornando esse ambiente computacional realmente “público”. Esse projeto também apresenta um diferencial, pois na maioria das iniciativas de Grid Computing na Internet, os usuários geralmente colaboram cedendo a capacidade ociosa de suas máquinas, mas são impossibilitados de usufruir do ambiente. Já no Grid Público, qualquer usuário que colaborar com a infraestrutura, também poderá submeter aplicações para o tratamento de dados públicos, exaltando o que podemos chamar de Computação Voluntária Participativa.

Mais informações sobre o projeto em www.gridpublico.org





Moeda e Inflação

10 01 2010

Afinal, o que é moeda? Esse elemento econômico está tão presente nas nossas vidas que dificilmente paramos para pensar sobre a sua história e sobre a sua definição. Porém, é ela a responsável por vários aspectos de funcionamento de uma economia, servindo como a intermediação na troca entre mecadorias na sociedade atual. Mas nem sempre foi assim, antigamente havia a chamada economia de escambo, ou seja, uma economia baseada na troca pura, onde não havia moeda, e os agentes tinha que negociar trocas de produtos diretamente entre eles. Porém, a medida que crescia o número de agentes nessa economia, mais complexo tornava-se o modelo de troca.

Um exemplo pode deixar mais claro o cenário de uma economia de escambo: Podemos pensar em uma economia com os agentes A, B, que produzem respectivamente os produtos a e b. Se A necessita do produto b, ele poderá negociar diretamente com B a troca do produto a por b. Porém, o agente B precisa demonstrar interesse pelo produto a, pois caso contrário, a troca pode não ser efetivada. Complicando um pouco mais ainda, pode-se adicionar o agente C responsável por produzir o produto c. Agora, a economia é composta pelos agentes A, B, e C, que produzem a, b e c. Caso o agente A queira trocar o seu produto por c, mas C só necessite do produto b, então A deve negociar com B a troca do produto a por b, para posteriormente efetivar a troca com C.

É notório, com base no exemplo acima, que a ausência da moeda pode ser um obstáculo para o desenvolvimento da economia, além de tornar a vida cotidiana das pessoas mais difícieis. No cenário anteriormente citado, foi tomado como base apenas 3 agentes e foi fácil verificar as dificuldades, e pensando no mundo contemporâneo, com milhões de agentes, uma economia baseada em escâmbo tornar-se-ia impossível de ser praticada.  Mas enfim, qual a origem da moeda? É complicado especificar a data de surgimento da moeda, mas sabe-se que ela foi a potencializadora do processo de divisão do trabalho, e consequentemente da difusão do processo de troca em uma economia.  Assim, a presença da moeda permite desassociar as trocas diretas. Por exemplo, A pode trocar o seu produto por moeda, e depois trocar a moeda por um produto de seu interesse. Assim a moeda assume uma de suas principais características: servir como meio de troca.

Entretanto, além de servir como meio de troca, a moeda deve apresentar duas adicionais propriedades: unidade de conta e reserva de valor. Por unidade de conta, entende-se a moeda como medida de valor, ou seja, a forma de expressão de valor de todas as mercadorias. Um exemplo pode ajudar a enteder: pense novamente na economia ausente de moeda e composta pelos agentes A, B, C. Para que hajam trocas puras, torna-se necessário especificar a quantidade necessária para troca entre TODAS as mercadorias. Caso A queira trocar seu produto por b, ele precisa saber qual a quantidade de a necessária para fazer frente ao produto b. Agora, imagine tal relação em uma economia composta de milhões de mercadorias.

A moeda tem como objetivo, em sua função de unidade de conta, exatamente eliminar tal tipo de associação entre os valores das mercadorias, assumindo assim tal papel. Com a presença da moeda, o valor da mercadoria de A não precisa ser expresso em mercadorias de B, C, D, Z e Y, mas basta apenas apresentar seu valor em unidade de moeda. O ouro desempenho o papel de moeda em diversos momentos da história, sendo justamente ele que mudava de mãos quando haviam trocas de mercadorias (função de meio de troca), e para que isso ocorresse era necessário que todas as mercadorias fossem mensuradas e tivessem seu valor expresso em certa quatidade de ouro. Resumindo, a moeda com sua função de unidade de conta permite estabelecer em todos o universo os valores das mercadoria entre sí, constituindo a estrutura relativa de preços. Ao invés do agente A expressar o valor de seu produto em relação as outras mercadorias, ele precisa apenas expressar o seu valor em ouro, pois os outros agente assim também farão.

A última propriedade a ser abordada é a reserva de valor. A moeda permite alocar no tempo as transações economicas de um agente, trazendo assim maior conveniência para os agentes. O agente A, pode vender todas as suas mercadorias e reservar as moedas recolhidas para uso futuro. Caso o agente A produzisse algum produto perecível, esse seria impossível de servir como reserva de valor devido a sua data de validade. Entretanto, há outros bens, como os imóveis, que também podem servir como reserva de valor, mas são menos líquidos que a moeda.

Até o momento defininos o que é a moeda e quais são suas principais propriedades,  bastando apenas analisar a função do papel-moeda. Na história da humanidade, diversos produtos serviram como moeda: sal, animais e metais. O ouro foi um dos principais metais a servir como moeda, pois além de atribuir muito valor em pouco peso, não deteriorava com o tempo e era infinitamente divisível, permitindo assim o fracionamento que, por ventura, as transações pudessem exigir. No passado, as moedas passavam por um processo chamado cunhagem, que tinha por objetivo marcar, além de seu local de origem, também a expressão de seu valor. Porém, durante o passar do tempo, o valor expresso na moeda (ou seja, o valor que a moeda representava) passou a ser mais importante do que a quantidade de metais que ela realmente carregava. Esse processo  permitiu separar o valor expresso da quantidade de matéria-prima, impulsionando o surgimento do papel-moeda.

No passado, por questões de segurança, muitas pessoas preferiam depositar suas moedas em determinadas casas – que mais tarde tornaram-se os atuais bancos -, e recebiam um certificado de depósito que constava o valor e atestava a existência efetiva da moeda. A medida que tais certificados representavam o mesmo valor das moedas, passaram a circular com mais intensidade, até substituir completamente o ouro e a prata. Os metais ainda existiam como garantia de valor, mas já não eram mais necessários para efetivar qualquer troca. Esse processo permitiu a separação do valor em relação a quantidade de metal, permitindo a criação do papel-moeda, utilizado amplamente hoje em dia.

No Brasil, o Banco Central é o responsável por autorizar a emissão de moeda, que por sua vez é confeccionada pela Casa da Moeda. Porém a emissão de novas moedas está atrelada com um assunto bastante controverso: inflação.

Defini-se como inflação a queda do poder de compra da moeda, também equivalente ao aumento do nível geral de preços. Os monetaristas (também chamados de economistas ortodoxos) afirmam que a emissão de moeda deve passar um por um processo de alto controle, pois pode causar instabilidade no sistema monetário, gerando inflação. Porém, um outro grupo de economistas defendem que perante a cenário negativo, com alto nível de desemprego, o aumento da emissão de moeda para financiar os gastos do governo pode ser positivo, podendo gerar, no curto prazo, produção adicional que compense a maior quantidade de moeda.

Para analisar essas duas posições, é imprescindível discutir acerca da seguinte fórmula:

  • M*V = P*Y

Onde, M corresponde a quantidade de moeda em circulação, V a velocidade de circulação da moeda, P ao nível geral de preços e Y ao produto agregado. A velocidade de circulação (V) traduz, na média, o número de transações que podem ser liquidadas pela mesma unidade monetária, ou seja, quantas vezes o dinheiro troca de mãos. Pode-se supor a seguinte situação como exemplo: o agente A possui 10 reais em sua carteira, vai até o agente B e compra 10 reais em produto b (pagando com essa nota de 10 reais que estava em sua carteira). O agente B, por sua vez vai até o agente C e paga a sua dívida com o mesmo dinheiro. O agente C vai então até o agente A e adquire produtos no valor de 10 reais.  Nesse caso, foram efetivadas trocas no valor total de 30 reais (a->b, b->c, b->a), porém não foi necessário circular na economia moeda no valor de 30 reais, bastou apenas girá-la três vezes ao longo desse período para permitir que todas as transações fossem efetivadas.

Os monetaristas defendem que a velocidade de circulação da moeda (V) é geralmente estável e atribuem efeito de causalidade na expressão citada, colocando M como causa e P como efeito. Dessa maneira, para os monetaristas, é sempre o aumento em M que causa aumentos em P, gerando assim inflação. Porém, para a outra linha de economistas, em alguns casos é P que pode causa aumento em M, e há determinados cenários que aumentos em M podem provocar aumentos em Y (como é o caso da emissão de moedas para financiar gastos do governo, conforme já abordado).

No Brasil, há diversos índices de inflação. Aqui você pode encontrar mais informações.

Referências

A Nova Contabilidade Social – Leda Paulani e Marcio Bobik Braga – 3º Edição – Editora Saraiva

A Teoria Geral do Emprego do Juro e da Moeda – John Maynard Keynes – 1ª Edição 1982

www.wikipedia.org (Inflação / Moeda)





Fettuccine Alfredo – Original

5 01 2010

É comum encontrar nos restaurantes no Brasil (e também em outros países, como os Estados Unidos) o prato Fettuccine Alfredo preparado com diversos ingredientes, como brócolis, ervas, frango e creme de leite. Mas a receita original não leva nenhum desses elementos, somente manteiga e queijo parmesão.

A receita original foi criada por Alfredo di Lelio em 1914 em seu restaurante Alfredo alla Scroffa em Roma. di Lelio criou essa nova receita motivado por sua mulher, que devido à gravidez perdeu o apetite pelas comidas da época. O Fettuccine Alfredo recuperou o apetite de sua mulher e trouxe um elemento precioso para o cardápio de seu restaurante. Mas foi durante a viagem de lua-de-mel de dois atores de Hollywood (Mary Pickford e Douglas Fairbanks), que o sucesso realmente começou para di Lelio. O casal experimentou o Fettuccine Alfredo e ficou completamente apaixonado por tal gastronomia. Como forma de reconhecimento, eles enviaram para o restaurante um garfo e uma colher de ouro, junto com uma foto dos dois comendo no restaurante, o que ajudou a decolar o sucesso do prato de di Lelio.

Em 1938, di Lelio aposentou-se e vendeu o seu restaurante Alfredo alla Scroffa, o qual continua em funcionamento até hoje sob os cuidados de Mario Mozzetti. Porém, em 1959, di Lelio foi convidado por um investidor a abrir um novo restaurante na Piazza Augusto Imperatore, bem próximo a localização original do Alfredo alla Scroffa. Como processo de expansão, em 1977 Alfredo II e Guido Bellanca abriram o Alfredo’s no Rockfeller Center em Nova Iorque para servir o famoso Fettuccine Alfredo nos Estados Unidos.

Curiosidades: Na Itália, principalmente ao norte, pode-se encontrar o prato com o nome Pasta al burro (com manteiga).

Receita

Massa do Fettuccine

  • Farinha de trigo – 340g
  • Semolina grano duro – 160g
  • Ovos – 5 unidades
  • Sal – 1 colher de chá
  • Azeite – 1 1/2 colher de sopa

Modo de preparo

  • Misture as farinhas e faça uma depressão no centro para adicionar os demais ingredientes.
  • Adicione os ovos, o sal e o azeite. Misture todos os ingredientes até obter uma massa homogênea. (dica: a massa estará boa quando nã0 grudar mais nas mãos. Se estiver muito seca, pode acionar um pouco de água).
  • Cubra com um plástico PVC (ou com uma toalha) e deixe descansar por 1 hora.
  • Abra a massa como um rolo de macarrão (ou máquina automática) até atingir a espessura desejada.
  • Cortar no formato Fettucine (largura um pouco maior que o Talharim).
  • Cozinhe a massa até ficar com textura al dente.

Molho Alfredo

  • 200g de manteiga de boa qualidade
  • 150g queijo parmesão ralado na hora

Modo de preparo

  • Aqueça o recipiente que será colocado o macarrão depois de cozido (prato, travessa, etc).
  • Adicione nesse recipiente quente metade da manteiga. Mexa até que derreta com o calor. (A manteiga e o queijo não devem ir o fogo).
  • Adicione o Fettucine e um pouco da água no qual foi cozido.
  • Adicione o queijo parmesão (reseve um pouco para jogar por cima quando o prato estiver pronto) e a quantidade restante da manteiga.
  • Misture até o molho ficar com uma consistência cremosa. (deve-se mexer vigorosamente para emulsificar a manteiga e deixar com textura cremosa junto com o parmesão. Após certo tempo, a manteiga pode voltar a sua aparência normal derretida.)
  • Acerte o sal.
  • Sirva com um pouco de queijo parmesão em lascas por cima.

Crédito foto: Diogo Cortiz