Nesse vídeo, Nicholas Christakis mostra o poder das redes socias em influenciar os comportamentos e atitudes das pessoas que vivem em sociedade. É interessante que nesse vídeo não foi discutido as redes sociais na Internet, mas sim as redes sociais de forma pura, como interligações de pessoas através de amizades, casamentos, trabalho e etc. De acordo com esse estudo, as pessoas ao nosso redor podem influenciar diretamente nossas alegrias e tristezas, riquezas e pobrezas, atitutes e emoções, etc. Agora, imaginem esse mesmo estudo aplicado as redes socias na Internet, onde os laços sociais tem um alcance além das fronteiras geográficas? algo muito interessante para se pensar…..
As influências escondidadas nas redes socias
17 05 2010Comments : Leave a Comment »
Tags: redes sociais, influências
Categories : Sociais, Tecnologias da Inteligência
Resenha – Corra Lola Corra
28 04 2010Resenha do filme Corra Lola Corra
Corra Lola Corra é um filme alemão dirigido pelo diretor Tom Tywer, que destaca vigorosamente a constituição da sociedade no periodo contemporâneo. Repleto de sons e imagens envolventes, o longa-metragem traz questões referentes a importânica do tempo nos dias atuais. A velocidade demonstrada na obra remete ao modelo de produção em série, onde cada minuto é precioso, onde a “fábrica” nunca deve parar. É possível perceber essa analogia pelo fato de Lola correr alucinadamente para alcançar o seu objetivo, um cenário onde cada minuto torna-se de extrema importância para o personagem.
Na história do filme, Lola precisa conseguir uma grande quantidade de dinheiro para livrar seu namorado de uma quadrilha para qual ele trabalha. Porém, a personagem tem apenas um curto espaço de tempo para alcançar tal façanha. Lola transforma-se então em uma máquina, um conjunto de mecanismos que precisar produzir (no caso, conseguir a quantia necessária de dinheiro) em um curto espaço de tempo. A partir dessa ótica, pode-se evidenciar a ligação de Corra Lola Corra com o filme Tempos Modernos de Charlie Chaplin, onde também o tempo, principalmente relacionado com a linha de produção, é evidenciado.
O tempo tornou-se uma característica intrínseca ao capitalismo. Os economistas clássicos também já destacaram essa relação em momentos anteriores. Adam Smith defendeu a divisão do trabalho, que seria favorável para o aumento da produtividade a partir da especialização em pequenas tarefas por parte dos trabalhadores e também a economia de tempo na passagem de uma tarefa para outra. Assim, tanto com base nos filmes Corra Lola Corra e Tempos Modernos, como também nas obras dos pensadores econômicos clássicos, é inevitável a associação da importância do tempo para a o modelo de produção capitalista.
Mas o filme Corra Lola Corra também aponta diversas questões que remetem a vida contemporânea, descolando-se assim de idéias apresentadas em Tempos Modernos. Corra Lola Corra é um filme de 1998 e Tempos Modernos de 1936, essa divergência entre os espaços de tempo é notória para que a sociedade sofresse determinadas transformações em seu modelo de constituição.
Em Tempos Modernos, a linha de produção é o enfoque central, onde todos executam uma tarefa especializada (divisão trabalho) de maneira sacal. Todos os trabalhadores são considerados instrumentos básicos de produção, onde embora cada um executa uma tarefa específica, como simples elementos de produção. Essa afirmação pode ser exemplificada quando no filme (Tempos Modernos), há uma cena onde todos os trabalhadores chegam à fábrica vestidos de maneira parecida, cada qual com o seu chapéu, mas sem nenhuma identidade própria para ser demonstrada.
Já em Corra Lola Corra acontece exatamente o oposto, ainda que o tempo continue como fator elementar, o modelo de produção destacado no filme de Charlie Chaplin é colocado de lado. Lola é uma personagem com identidade diversificada do padrão da sociedade na época, cabelos vermelhos e roupas não comuns. Mani, seu namorado, não possui um emprego formal e tradicional, mas está envolvido com crimes. Ambos os personagens fogem do padrão, e essa questão mostra as transformações da sociedade do período de Tempos Modernos até os dias atuais. Mas, embora tenha ocorrido muitas modificações, o tempo continua um elemento fundamental para todos que vivem no capitalismo. E foi justamente o fator tempo que causou todo o desenrolar do filme Corra Lola Corra, pois a personagem principal, Lola, não estava no momento combinado para buscar o seu namorado após uma de suas missões.
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Tags: resenha corra lola corra
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Crescimento X Desenvolvimento
19 03 2010Qual a diferença entre um país que está em crescimento econômico e um país desenvolvido? Um país economicamente “rico” é necessariamente um país desenvolvido? A resposta imediata para essas questões é não. Há uma grande diferença entre um país que está em crescimento e outro que está em fase de desenvolvimento.
Constantemente, ouvimos em noticiários dados referentes ao Produto Interno Bruto (PIB) de um país, também chamado de produto agregado, que é a soma de todos os bens e serviços finais produzidos dentro das fronteiras de uma nação. O PIB é uma variável interessante para ser utilizada como indicador econômico, pois permite mostrar a capacidade de geração de renda de um determinado país. Porém, se a idéia é mostrar a “qualidade de vida” da população, o produto agregado torna-se ineficiente.
Por exemplo, de acordo com o Relatório de Desenvolvimento Humano de 2009, as 15 maiores economias em 2007 foram:
| Posição | País | PIB 2007 (Mil Milhões de USD) |
| 1 | Estados Unidos | 13.751,40 |
| 2 | Japão | 4.384,30 |
| 3 | Alemanha | 3.317,40 |
| 4 | China | 3.205,50 |
| 5 | Reino Unido | 2.772,00 |
| 6 | França | 2.589,80 |
| 7 | Itália | 2.101,60 |
| 8 | Espanha | 1.436,90 |
| 9 | Canadá | 1.329,90 |
| 10 | Brasil | 1.313,40 |
| 11 | Federação Russa | 1.290,10 |
| 12 | Índia | 1.176,90 |
| 13 | México | 1.022,80 |
| 14 | Coreia Republica | 969,80 |
| 15 | Austrália | 821,00 |
Tabela 1 – PIB 2007 (Valores absolutos – sem PPC)
A economia da China aparece como a 4ª maior do mundo na ótica do produto agregado, que mostra o quanto a China foi capaz de produzir em 2007. Porém, é notório que um país com uma população grande é capaz de produzir mais do que um país com uma população menor. Sendo assim, outra variável que passa a ser muito utilizada é PIB per capita, que mede o produto da economia de um país em contraste com o tamanho da sua população. A Tabela 2 está populada com dados referentes ao PIB per capita, retirados também do Relatório de Desenvolvimento Humano de 2009:
| Posição | Países | PIB Per Capita |
| 1 | Luxemburgo | 103.042,00 |
| 2 | Noruega | 82.480,00 |
| 3 | Qatar | 64.193,00 |
| 4 | Islândia | 64.190,00 |
| 5 | Irlanda | 59.324,00 |
| 6 | Dinamarca | 57.051,00 |
| 7 | Suíça | 56.207,00 |
| 8 | Suécia | 49.662,00 |
| 9 | Países Baixos | 46.750,00 |
| 10 | Finlândia | 46.261,00 |
| 11 | Estados Unidos | 45.592,00 |
| 12 | Reino Unido | 45.442,00 |
| 48 | México | 9.715,00 |
| 58 | Brasil | 6.855,00 |
| 59 | Cazaquistão | 6.772,00 |
| 60 | Argentina | 6.644,00 |
| 103 | China | 2.432,00 |
| 104 | Geórgia | 2.313,00 |
A China que é a 4ª maior economia, com base no produto agregado, despenca drasticamente quando se utiliza o PIB per capita, pois o alto valor do seu PIB recai sobre o tamanho de sua população. O mesmo acontece com o Brasil e os Estados Unidos, por exemplo.
O PIB per capita remonta à questão da geração de renda em um país, mas não nos diz de qual forma ela é divida entre a população, o que é fator muito importante, pois se for uma divisão muito desigual, essa situação pode impactar diretamente na qualidade de vida das pessoas. O Brasil é um exemplo clássico de país que tem um dos piores indicadores de distribuição de renda no mundo, causando um alto nível de desigualdade na população (embora esse cenário tenha melhorado nos últimos anos).
É de extrema importância analisar até que ponto a renda gerada por um determinado país reverte-se em benefícios para a população, como educação, saúde e saneamento. Em outras palavras, é preciso avaliar a qualidade de vida da população em contraste com o nível econômico do país, moldando o confronto entre crescimento econômico X desenvolvimento humano.
O crescimento econômico diz respeito à elevação do produto agregado do país, ou seja, o crescimento do PIB. Já o desenvolvimento é um conceito extremamente amplo que leva em consideração questões como qualidade de vida e redução das diferenças sociais entre os membros de uma sociedade. Um aumento do PIB de um país, por exemplo, não significa necessariamente uma elevação da qualidade de vida da população, embora seja fundamental para o processo de desenvolvimento. É importante ressaltar também que para medir o desempenho econômico de um país, o mais recomendável é a utilização do PIB per capita e não o produto agregado (PIB).
Mas de qual maneira podemos analisar a situação social e a qualidade de vida de um país? Um dos pontos mais importantes é a distribuição de renda, que pode ser analisado a partir de um índice denominado índice de Gini. Esse índice varia entre zero e 100 (muitas vezes também é apresentado entre zero e 1). Quanto maior o número, ou seja, quanto mais próximo de 100 ou 1 (dependendo da escala utilizada), indica que pior é a distribuição de renda no país; quanto mais próximo de zero, melhor a distribuição.
No caso do Brasil, segundo o Relatório do Desenvolvimento Humano, o índice Gini é 55,00. Nos Estados Unidos esse índice chega a 40,8 e na Noruega bate os incríveis 25,8. No quesito desigualdade de distribuição de renda, o Brasil chega a perder inclusive para os países vizinhos, que mesmo com um PIB menor, conseguem melhores índices no indicador Gini, como é o caso da Argentina, com seu índice batendo em 50,0. A China, quarta maior economia, apresenta o índice Gini de 41,5.
Mas além do índice Gini, existem outros meios de medir a qualidade de vida de uma população, como as estatísticas baseada na linha da pobreza, indicadores de perfis distributivos e também o mais famoso índice de desenvolvimento humano (IDH). Esses indicadores sociais são os determinantes do nível de desenvolvimento de um país. Como já visto anteriormente, um crescimento econômico não está atrelado diretamente ao desenvolvimento, pois se o primeiro for muito concentrado, ou seja, pouco distribuído, uma grande parcela da população não está se beneficiando da elevação de renda gerada na economia.
O IDH é um índice criado pela ONU (Organização das Nações Unidas) com o objetivo de medir o desenvolvimento “social” de um país, uma vez que é difícil mensurar a qualidade de vida da população com base apenas nos indicadores econômicos. O IDH agrega em sua metodologia três principais vertentes:
- Um indicador de renda (renda per capita, ajustada para refletir a paridade do poder de compra)
- Um indicador das condições de saúde, que nada mais é do que o índice de esperança de vida.
- Um indicador das condições de educação (uma média ponderada dos seguintes indicadores: taxa de alfabetização de adultos e a taxa de escolarização bruta em relação ao ensino primário, secundário e superior).
Segue abaixo as fórmulas utilizadas para calcular o IDH:
- IDH = E + S + R / 3
- E = 2TA + TE / 3
- S = EV – 25 / 60
- R = log10 PIBpc – 2 / 2,60206
- Onde, TA = taxa de alfabetização, TE = taxa de escolarização, EV = esperança de vida, log10PIBpc = logaritmo decimal do PIB per capita.
A essência fundamental do IDH é que todo o crescimento econômico deve vir acompanhado de uma elevação da qualidade de vida da população, como aumento da expectativa de vida e expansão das condições de educação, refletindo assim um nível maior de desenvolvimento.
Depois de uma série de manipulações estatísticas (fórmulas citadas anteriores), esses três componentes, se transformam em um número que varia entre zero e um. Quanto maior o valor IDH, ou seja, quanto mais próximo de 1, melhor é a qualidade de vida da nação. Abaixo está a tabela com o nível de classificação dos países:
- IDH de um país entre 0 e 0,499, é considerado baixo – país de desenvolvimento baixo
- IDH de um país entre 0,500 e 0,799, é considerado médio – país de desenvolvimento médio
- IDH de um país entre 0,800 e 0,899, é considerado elevado – país de desenvolvimento elevado
- IDH de um país entre 0,900 e 1, é considerado muito elevado – país de desenvolvimento muito elevado
A tabela abaixo está populada com o ranking IDH 2009 (dados de 2007), retirado do Relatório de Desenvolvimento Humano 2009.
De acordo com essa tabela, o país mais desenvolvido, ou que apresenta a melhor qualidade de vida é a Noruega. O Brasil, que apareceu na primeira tabela como sendo a 10ª maior economia, agora aparece na posição 75º do ranking IDH. Essa situação ilustra claramente a diferença entre crescimento econômico e desenvolvimento. Nem sempre um país “rico” tem condições humanas de um país desenvolvido, e a grande parcela de culpa está no fato da desigualdade da distribuição de renda. O Brasil teve uma pequena queda na desigualdade no ano passado, e o programa Bolsa Família foi um dos responsáveis por essa melhora. Eu não estou defendo o governo Lula e nem exaltando o Bolsa Família, mas quero simplesmente demonstrar que um programa de transferência de renda pode trazer bons resultados para tais índices vistos anteriormente.
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Tags: crescimento economico, desenvolvimento humano, Economia, gini, IDH, PIB
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Bolsa de Valores dos Piratas Somalis
2 12 2009
Desde o ano passado estão acontecendo diversos ataques de piaratas somalis na região do Oceano Índico (mais estrategicamente no Golfo de Áden, a porta de entrada para o Canal de Suez, que faz a ligação entre Europa e a Ásia). Os piratas sequestram navios (de todos os portes) e pedem resgates milionários para libertarem os tripulantes e as embarcações. Somente para exemplificar a audácia dos piratas somalis, pode-se citar o sequestro do mega-petroleiro saudita “Siros Star”, o qual foi solicitado incialmente um resgate de 25 milhões de dólares.
Esses ataques piratas têm impacto direto na economia de determinadas empresas transportadoras (marítimas), que já pensam em mudar a rota de suas embarcações para contornarem a África (através do Canal da Boa Esperança), e não utilizar mais o Canal de Suez. Essa modificação de rota acarreta em mais custos para as empresas, pois o caminho a ser percorrido é maior. O tempo de viagem também tende a ser mais longo.
Mas o mais impressionante foi a notícia que eu encontrei no site da Reuters. Agora os piratas somalis criaram um modelo de bolsa de valores para os seus ‘negócios’, que aparentam ser bem rentáveis. Um ‘investidor’ confirmou na reportagem que consegui 75 mil dólares em apenas 38 dias desde que começou nesse ramo. Vale a pena ler a notícia: http://www.reuters.com/article/wtUSInvestingNews/idUSTRE5B01Z920091201?sp=true
Mas vale lembrar que há um grande esforço dos países da Europa e Ásia para combater a pirataria na região do Golfo de Áden. Recentemente houve diversos conflitos entre os piratas e fragatas italianas e portuguesas, por exemplo. Inclusive, Portugal chefiará a missão da Otan de combate à pirataria ana região da Somália até o fim de janeiro de 2010.
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Islamismo – A crescente força religiosa
21 08 2009Hoje acontece no Afeganistão as eleições presidenciais em meio a conflitos e ataques. Essa situação me faz parar e pensar um pouco sobre a influência da religião islâmica para a construção da paz no Oriente Médio, ou por que não dizer, no mundo?
Bom, para tentar buscar uma resposta para essa pergunta, eu acho sensato voltar ao início. O islamismo foi fundado na Arábia, por Maomé, no século VII, como sendo uma religião monoteísta que segue à risca algumas práticas religiosas. A religião tem o Alcorão como escritura sagrada e Alá como seu grande Deus.
Ainda no século VII, o islamismo expandiu-se por outros territórios, conseguindo levar sua mensagem para países da Ásia, Norte da África e também Península Ibérica. Esse movimento de expansão foi chamado de Jihad pelos Europeus, comparando-o com as cruzadas da Igreja Católica. Entretanto, é importante ressaltar que o conceito de Jihad não significa “Guerra Santa”, mas significa um esforço do povo mulçumando de levar a mensagem islâmica para outros povos.
Com a expansão do islamismo por outros territórios, onde houve o estabelecimento e a conquista de terras, inciou-se então a discussão sobre a sucessão do controle das regiões conquistadas. Foi a partir desse ponto que começou a surgir diversos grupos políticos. Os dois mais evidentes atualmente são os Sunitas e os Xiitas:
Os Sunitas correspondem ao grupo político que segue o Suna. O Suna é considerado como um segundo livro que dita as leis islâmicas (proferidas por Maomé), após o Alcorão, que corresponde à palavra de Alá. Os Sunitas, baseando-se no Suna, acreditam que os líderes religiosos devem ser escolhidos pela população islâmica, e correspondem em torno de 80% de toda a comunidade islâmica global.
Em contrapartida, os Xiitas afirmam que os membros diretos da família do profeta Maomé devem controlar politicamente o islamismo. Eles justificam essa visão apoiando-se na teoria que somente os descendentes de Maomé teriam sabedoria para conduzir a fé islâmica e seus fiéis. Os Xiitas estão espalhados por todo o mundo, mas são predominantes em determinados países, como Bahrein, Omã e Azerbaijão. No Iraque, onde cerca de 95% da população é mulçumana, em torno de 2/3 são Xiitas. Entretanto, eles eram oprimidos pelo governo de Saddam Hussein (Partido Baath, composto por maioria s).
A divergência entre essas duas vertentes políticas acarretou em conflitos em diferentes territórios ao longo dos anos. A Al Qaeda, tida como sunita, já enfrentou diversos conflitos contra os xiitas no Iraque, após a invasão do exército americano.
Uma situação similar ocorre no Afeganistão, sendo o motivo de ataques e conflitos durante essas eleições. O exército americano invadiu o país, após os ataques de 11 de Setembro, na busca de Osama bin Laden e com o objetivo de desmantelar a sua rede terrorista Al Qaeda. Na época, os terroristas eram apoiados pelo Talibã, um grupo islâmico extremista presente no Afeganistão. Após os ataques americanos, a Al Qaeda refugiou-se em uma região montanhosa do país, na divisa com o Paquistão.
Essas eleições no Afeganistão são de extrema importância para que os Estados Unidos continuem com a sua “guerra contra o terror”. E para isso, é importante que seja reeleito Hamid Karzai, apoiado pelo governo americano. Entretanto, a Al Qaeda vem mostrando sua força através de conflitos e atentados no Afeganistão, justificando a sua posição contra os Estados Unidos.
Entretanto, mesmo que Hamid Karzai seja reeleito, o seu poder não deve ser absoluto, uma vez que o controle e as influências no país estão espalhadas por determinados grupos que dividem-se em apoio aos Estados Unidos e aos grupos extremistas.
Agora, basta aguardar o resultado da votação das eleições, e caso Hamid Karzai seja eleito, analisar como o seu governo irá reagir em sinergia com os Estados Unidos e também sua postura para consolidar forças para centralizar o comando do Afeganistão em suas mãos. Mas uma coisa é quase certa, o movimento da Al Qaeda, saindo do Afeganistão e penetrando no Paquistão, torna-se uma ameaça ainda maior.
O que é interessante perceber nesses cenários é a força, e ao mesmo tempo a fragilidade causada pela divisão dentro do Islamismo. Dois grupos políticos, sunitas e xiitas, que seguem a mesma religão, tornam-se, em muitos momentos, inimigos através de jogos de interesses e conflitos. É também importante ressaltar que somente uma pequena parcela dos mulçumanos, considerados extremistas para garantir a sobrevivência do islã (em seu estado puro), que participam em atos terroristas. A maioria dos seguidores do islamismo assume que a religião mulçumana é pacifica e tolerante.
Abaixo, segue um video sobre o crescimento demográfico mulçumano no mundo. Esse vídeo fez sucesso na Internet alguns meses atrás. Infelizmente, não foi possível checar as fontes dos dados usados no filme, mas mesmo assim, ele mostra alguns cenários que já são possíveis de serem verificados nos dias de hoje:
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