O Twitter e a Copa do Mundo

26 05 2010

O mundo já está no clima da Copa. No meu bairro, muitas casas e ruas estão pintadas de verde e amarelo. Bandeiras, bandeirinhas e bandeirolas espalhadas para todos os lados. Hoje a seleção brasileira parte para a África do Sul com a vontade e a garra de trazer mais um título, mas antes disso os jogadores passam em Brasília para falar “oi” para o nosso presidente. Depois, a próxima parada é a concentração “blindada” em Joanesburgo.

Muitos técnicos têm um perfil conservador e exigem um resguardo maior por parte de seus jogadores, outros são mais liberais. O próprio Maradona disse hoje que o sexo durante a Copa do Mundo está liberado -  os jogadores da Argentina poderão se relacionar com suas namoradas e esposas durante a concentração em Pretória.

O Dunga ainda não se manisfestou em relação as namoradas e esposas dos jogadores, mas já afirmou que irá blindar a seleção contra a impressa durante a concentração na África do Sul. Mas algo interessante me chamou a atenção essa semana: será que o Dunga se deu conta que os jogadores da seleção estão utilizando o Twitter para se comunicar com o mundo externo?

Fiz um rápido levantamento e notei que alguns jogadores da seleção brasileira possuem perfil no twitter. São eles: Kaká (RealKaka), Luís Fabiano (luis_fabuloso), Julio Cesar (JulioCesarGol), Gilberto Silva (gilbertosilva15) e Graffite (Graffa23). Muitos deles não usam a ferramenta constantemente, mas o Kaká e o Luis Fabiano “twittaram” diversas vezes de dentro da concentração da seleção em Curitiba. A última mensagem enviada pelo craque dono da camisa 10 da seleção brasileira foi: ” La vamos nossssss !! Africa com escala em BSB .. Brasillllllllll ..”

A dúvida agora é se eles vão continuar utilizando o twitter para passar informações quentinhas para o Brasil durante a concentração na África. Será que o Dunga vai permitir? Será que ele está por dentro dessas novas tecnologias? Como será a relação das seleções com os seus torcedores através das mídias sociais durante a Copa?

Uma coisa é certa: Espanha e Inglaterra já afirmaram que o seus jogadores estão proibidos de usarem ferramentas de redes sociais (Twitter e Facebook) durante a concentração na Copa do Mundo de 2010…..Mas e quando chegar a Copa de 2014? Será que a postura vai ser diferente? quais as tecnologias que vão predominar até lá?





Bolão da Copa do Mundo nas Redes Sociais

25 05 2010

Hoje eu decidi procurar por aplicativos de bolão online da Copa do Mundo, e logo de cara pesquisei no google a seguinte frase: “Bolão Copa do Mundo”.

Como resultado, eu obtive inúmeros links para sites específicos de bolões, todos portais independentes (com login próprio). Não fiquei feliz com o resultado, pois esperava algum aplicativo integrado com as redes sociais (twitter, facebook, por exemplo). Afinal, já pensou se todos os meus amigos tivessem que criar um usuário em mais um site para fazer os seus palpites? tenho certeza que eu brincaria sozinho…..

Fui então pesquisar diretamente no campo de batalha – Facebook. Pesquisei os aplicativos pela palavra “bolão” e não demorou muito para eu encontrar o aplicativo da Adidas (fornecedora da bola oficial da Copa do Mundo).  O mais interessante é que esse aplicativo permite o tal do “Login Social”, ou seja, já está integrado com o ecossistema do Facebook, e consequentemente com todos os seus contatos.

Eu vejo como um grande desafio (leia-se burrice) o desenvolvimento desse tipo de aplicativos que funcionam atualmente fora das redes sociais. Essa situação acaba criando ilhas que inibem a participação dos usuários de forma geral. Claro que esses bolões em sites específicos são úteis e vão ter acesso, mas o bolão da Adidas integrado no Facebook tem um potencial de sucesso muito superior, já que ele tira proveito de todo o ambiente do Facebook. Ou você acredita que o Farmville teria o mesmo sucesso se fosse um site isolado?

Minhas apostas já estão feitas! Vejo vocês por lá!





As influências escondidadas nas redes socias

17 05 2010

Nesse vídeo, Nicholas Christakis mostra o poder das redes socias em influenciar os comportamentos e atitudes das pessoas que vivem em sociedade. É interessante que nesse vídeo não foi discutido as redes sociais na Internet, mas sim as redes sociais de forma pura, como interligações de pessoas através de amizades, casamentos, trabalho e etc. De acordo com esse estudo, as pessoas ao nosso redor podem influenciar diretamente nossas alegrias e tristezas, riquezas e pobrezas, atitutes e emoções, etc. Agora, imaginem esse mesmo estudo aplicado as redes socias na Internet, onde os laços sociais tem um alcance além das fronteiras geográficas? algo muito interessante para se pensar…..





Como as fotografias podem ajudar a mudar o mundo…

10 05 2010




Revolução das Mídias Sociais

11 03 2010

Esse vídeo traz alguns dados interessantes em relação às mídias sociais, um novo modelo social e econômico que já está consolidado. É importate ressaltar que uma das principais vantagens das mídias sociais é a quebra das barreiras dos modelos produtivos, que anteriormente estavam apenas nas mãos das grandes indústrias, e hoje estão distribuídos nas mãos da sociedade.





Identidade Aumentada

2 03 2010

Duas empresas suécas (Polar Rose e TAT) prometem lançar uma ferramenta muito interessante de Identidade Aumentada. A ideia é bem simples, um software de reconhecimento de face que possa ser integrado com redes sociais.  Em relação a questão de privacidade, as empresas responsáveis afirmam que o software terá um mecânismo de controle que permitirá acesso aos dados somente dos usuários que habilitarem essa opção.







Greenpeace CoolIT

30 10 2009

Na minha dissertação de mestrado eu abordei o impacto das tecnologias em relação ao meio-ambiente. Na obra eu cito como referência uma pesquisa que nos mostra que os ambientes de tecnologia da informação são responsável pela emisão de até 2% da emissão total de carbono (essa taxa pode atingir até 6% em países mais ricos). Por outro lado, as tecnologias da inteligência também influenciam o surgimento de técnicas que são benéficas para o meio-ambiente, como por exemplo, o projeto Clean Energy da Universidade de Harvard. É possível então perceber que as tecnologias podem apresentar vantagens e desvantagens em relação ao recursos naturais. Eu também aprofundei na dissertação sobre como Grid Computing pode tornar os recursos computacionais mais eficientes no consumo de energia.

A questão da TI Verde é algo que começou a ganhar evidência esse ano, já existem muitas iniciativas de empresas privadas, governos e ONGs para a minimizar os resultados predadores das tecnologias. O Greenpeace lançou um projeto chamado CoolIT, que tem por objetivo medir como as empresas de tecnologia estão atuando para combater as mudanças climáticas. O que eu achei mais interessante no projeto é a forma de mensurar e classificar as empresas em relação a suas atitudes positivas perante a preservação ambiental. O primeiro ponto que o projeto analisa (e também é responsável por 50% do total da classificação) é o quanto a empresa contribui com “iniciativas verdes”, como por exemplo, transportes mais eficientes, utilização de smart grids e como tais mudanças estão gerando valor para o meio-ambiente. O segundo ponto (responsável por 35% do total da classificação) é medir como cada organização está advogando em proteção as mudanças climáticas nas negociações sobre o meio-ambiente na ONU. O terceiro ponto (responsável por 15% do total da classificação) mede o quanto cada organização está reduzindo de suas próprias emissões de carbono, incluindo também a utilização de energia renovável. O CoolIT sem dúvida é um projeto que visa mostrar a contribuição para o meio-ambiente por parte das grandes indústrias de TI de uma maneira mais completa e abrangente, sem isolar apenas um único contexto. Sabemos que as grandes indústrias de TI além de prover as tendências tecnológicas globais, também tem grandes influências políticas, e é justamente nesses pontos que o projeto CoolIT tem como objetivo atacar. Mais informações no site do projeto http://www.greenpeace.org/coolit (pena que muitas das coisas do Greenpeace ainda estão sobre o domínio do copyright)





CellScope- Mais uma tecnologia útil para os países mais pobres

23 10 2009

A Universidade de Berkeley anunciou um projeto muito interessante que pode ser de extrema importância para o desenvolvimento da área da saúde em países pobres, principalmente em lugares afastados. O projeto chamado CellScope pesquisa o acoplamento de um conjunto de lentes para transformar um simples celular em um microscópio. Ele tem com objetivo permitir que os lugares mais afastados, que muitas vezes não possuem recursos, possam realizar análises profundas de amostras de sangue de pacientes. A grande vantagem do CellScope é a sua facilidade de mobilidade e também o fato de se tornar um “microscópio conectado”, permitindo que um agente de saúde possa coletar os dados (no caso, “a foto microscópica”) de um paciente de uma região remota e enviar a mesma para análise em um centro médico através de serviços de uma rede de telefonia móvel (como MMS, por exemplo).

O CellScope é mais um exemplo de como a tecnologia pode ser utilizada visando o progresso da humanidade. Eu realmente acredito que o acesso e o USO da tecnologia é responsável direta pelo desenvolvimento de uma determinada sociedade. Abaixo há um vídeo promovido pelo projeto:





Telefone Móvel X Internet – Um comparativo com a África

31 08 2009

Eu estava vasculhando alguns dados de pesquisas no portal do Banco Mundial (www.worldbank.com) sobre a influência das tecnologias de acesso (Internet e Telefonia Móvel) na África. Resolvi então fazer um comparativo da África com o Brasil, Índia e China, além dos Estados Unidos. O que me influenciou a fazer essa pesquisa são as importantes expansões que estão acontecendo, no momento, nas redes de telecomunicações presentes no território africano.

Eu gerei os gráficos abaixo com dados fornecidos pelo Banco Mundial (Ano: 2007). O primeiro gráfico mostra a quantidade de assinaturas de telefónes móveis e Internet (em relação a cada 100 habitantes):

Quantidade_cel

Já o Gráfico abaixo mostra o preço cobrado (em Dólar americano) cobrado por esses serviços:

preço

Nota: A quantidade de assinatura de Internet nos Estados Unidos está em branco pois os dados não estavam disponíveis.

Em relação à África, o cenário é bastante diversificado. De um lado encontramos a África do Sul, bastante desenvolvida tanto no contexto tecnológico como também no âmbito socio-econômico. Por esta razão é o país sede da próxima Copa do Mundo, além também de está entre os países com maior número de assinatura de serviços de telefone móvel e Internet.

Por outro lado, temos os países menos desenvolvidos na África, os quais apresentam uma situação oposta. A Angola, a Nigéria e a Tanzânia apresentam um valor extremamente inferior em relação a quantidade de assinaturas de Internet e de telefones celulares. O único país que se destaca com um boa quantidade de acesso é o Marrocos, mas esse é uma país presente na “África Branca com influência árabe, o qual apresenta um nível de desenvolvimento maior em comparação com a Angola, por exemplo.

O que também me chamou atenção nesses gráficos foi a quantidade de assinaturas de Internet na Índia. Para um país que é um dos maiores exportadores de tecnologia, eu achei esse valor relativamente baixo. Porém, é notório que a Índia é um país extremamente populoso e que grande parte de seus habitantes vivem em condições precárias, sem acesso a celulares ou Internet. Mas mesmo assim, a Índia é atualmente um dos maiores polos tecnológicos do mundo, onde as grandes corporações mundiais encontram um ambiente de baixo custo para a implementação de parte de suas operações.

Olhando esses gráficos de uma forma mais abrangente, é possível destacar uma situação comum e incontestável entre todos os países: a quantidade de assinaturas de serviços de Internet é muito inferior em relação ao número de assinaturas de serviços de telefonia móvel. Talvez com a expansão das redes 3G e com a concepção da LTE (Long Term Evolution), o número de acesso à Internet aumente, uma vez que essas tecnologias disponibilizam serviços de acesso à Internet através da infra-estrutura das redes de telecom (podendo diminuir a quantidade de assinaturas exclusivas de Internet).

Eu acredito que estamos em um momento de transição entre as assinaturas de serviços de Internet e telefonia móvel. É esperado que as novas tecnologias de telecomunicações forneçam serviços de dados com ótima capacidade. Assim, poderá haver a consolidação de serviços de Internet com os serviços de telefonia móvel, o que poderá ser por um lado um grande salto de inclusão.





World Community Grid – Mais um projeto com sucesso

27 08 2009

Hoje eu recebi um e-mail do World Community Grid informado que mais um programa foi finalizado com sucesso. O projeto, Discovering Dengue Drugs, trata de pesquisas de drogas que possam combater a Dengue (Hepatite C, Febre Amarela, entre ouras doenças). O projeto em questão foi iniciado pela Universidade do Texas (EUA) e teve a ajuda de usuários voluntários ao redor do mundo para que os pesquisadores pudessem processar uma larga quantidade de dados.

Segundo o WCG, o projeto foi executado durante 2 anos e contou com a colaboração de aprox. 159 mil membros, espalhados por todo o mundo, para alcaçar a marca de 25.500.00 resultados na pesquisa. Eu defendo exatamente essa situação na minha dissertação de mestrado. O conceito de compartilhamento e colaboração já é evidente nas redes de comunicação, como se pode observar no fenômeno Torrent. Porém, ambos conceitos podem ser aplicados de uma forma ainda mais construtiva, principalmente através da tecnologia de Grid Computing, na Internet.

Os indivíduos que possuem máquinas ociosas conectadas à internet, principalmente aqueles que deixam seus computadores ligados apenas para o download de músicas e filmes, podem contribuir com a ciência através do compartilhamento dos seus recursos (CPU, Memória e Espaço de Armazenamento) com inúmeros projetos, como é o caso do Discovering Dengue Drugs.

Os benefícios gerados pela colaboração de usuários em uma plataforma de Grid Computing deve ser constantemente evidenciado para que mais pessoas façam parte. O WCG afirma que essa mesma pesquisa na luta contra a Dengue  levaria 205 anos se fosse processada nos computadores disponíveis para os pesquisadores da Universidade do Texas (Diretório de Medicina). Porém, apenas 2 anos foram o suficiente em uma plataforma de Grid Computing. Esse não é um benefício apenas para a Univerisdade, mas sim para a humanidade como um todo. Hoje você contribui com um “pedaço” do seu computador que não está sendo utilizado, e amanhã poderá ter novas descobertas na ciência e até mesmos o surgimento de novos medicamentos.

Vale destacar que a fase 1 do projeto Discovering Dengue Drugs foi finalizada. Porém, ainda há mais um desafio para a fase 2.

Phase 1 was designed to serve as a comprehensive screening of approximately 3 million small “drug-like” molecules and identify several thousand molecules which attach to these virus enzymes in a manner that disables them. Molecules such as these may lead to drugs which can keep the disease from spreading in the body. The purpose of Phase 1 was to reduce the number of molecules being examined to only those that are the most promising candidates. These molecules will be further examined in Phase 2.

Phase 2 of the project will run each of the molecules identified in phase 1 through computationally demanding free energy calculations. The molecules that make it through this screening will be the candidates that show the most promising interactions with the virus enzymes and will be taken forward and further examined in the laboratory.”

Para aqueles que queiram participar, o World Community Grid serve, adicionalmente ao Discovering Dengue Drugs, inúmeros projetos científicos que visam benefícios para a sociedade global.